A nova área, conhecida como Saeppyol Street, foi apresentada como homenagem ao “espírito e sacrifício” dos combatentes que lutaram ao lado das forças russas no conflito ucraniano. Fotografias divulgadas pelos órgãos oficiais mostram o líder norte-coreano a percorrer as ruas junto de moradores e a consolar familiares dos falecidos, acompanhado pela sua filha, Kim Ju Ae.
Em discursos oficiais, Kim afirmou que a obra foi concluída “até um dia antes do previsto” para trazer algum conforto aos familiares e permitir que estes vivam num ambiente digno e confortável no centro da capital.
A inauguração ocorre num momento em que a Coreia do Norte intensificou a sua participação militar ao lado da Rússia no contexto da guerra na Ucrânia, tendo enviado tropas e equipamento para apoiar as operações russas. Agências de inteligência da Coreia do Sul estimam que milhares de soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos nesses combates, embora os números exatos não sejam oficialmente confirmados por Pyongyang.
Analistas internacionais interpretam a iniciativa não apenas como uma forma de compensação material, mas também como uma estratégia de propaganda interna do regime para reforçar a coesão nacional e justificar a participação no conflito. A obra e as cerimónias associadas surgem poucos dias antes de um importante congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, onde Kim deverá consolidar posições políticas e apresentar as prioridades governamentais para os próximos anos.