O Ministério da Saúde informou que, entre setembro e 7 de fevereiro, foram contabilizados 4621 casos de cólera em Moçambique, com 62 mortes, sobretudo nas províncias de Nampula, Tete e Cabo Delgado, onde persistem fragilidades no acesso à água potável e ao saneamento, fatores que explicam a propagação da doença.
De acordo com o boletim da Direção Nacional de Saúde Pública, Nampula concentra o maior número de infeções, com 1961 casos e 23 mortes, seguindo-se Tete, com 1781 casos e 28 óbitos, e Cabo Delgado, com 750 casos e oito mortes. A Zambézia registou 72 infeções e um óbito no mesmo período. Nas últimas 24 horas abrangidas pelo relatório, 106 doentes encontravam-se internados com cólera, tendo a taxa de letalidade nacional subido para 1,3%.
As autoridades sublinham que o atual surto está a evoluir mais rapidamente do que o anterior, registado entre outubro de 2024 e julho de 2025, que contabilizou 4420 casos e 64 mortes num período mais longo. Em metade do tempo, o surto atual já ultrapassou o número de infeções registadas anteriormente, o que reforça as preocupações quanto à capacidade de contenção da doença.
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Em 2025, pelo menos 169 pessoas morreram de cólera em Moçambique, num total aproximado de 40 mil casos, segundo dados avançados em dezembro pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, que apelou ao reforço das medidas de higiene individual e coletiva.
O Governo mantém como meta eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, através de um plano avaliado em 31 mil milhões de meticais, centrado no acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade.