A disputa presidencial opõe António José Seguro, apoiado pelo PS e vencedor da primeira volta com 31,1% dos votos, e André Ventura, líder do Chega, que obteve 23,5% na votação realizada a 18 de janeiro. Esta é apenas a segunda vez, desde o 25 de Abril de 1974, que a eleição presidencial se decide numa segunda volta, depois do confronto entre Freitas do Amaral e Mário Soares, em 1986.
Em consequência da devastação causada pelas tempestades das últimas semanas, que provocaram 14 mortos, centenas de feridos e milhares de desalojados, a votação foi adiada em 16 freguesias e três assembleias de voto, nos concelhos de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã. Nestes locais, os eleitores irão votar apenas no próximo domingo, 15 de fevereiro, data em que termina também a situação de calamidade decretada pelo Governo em 68 municípios.
Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE), o adiamento abrange mesas correspondentes a 31.862 eleitores inscritos, parte dos quais já exerceu o direito de voto antecipado. No restante território continental, a votação decorre entre as 08:00 e as 19:00, enquanto nos Açores as mesas abrem e fecham uma hora mais tarde, devido à diferença horária.
A CNE alertou ainda para alterações pontuais nos locais de voto, resultantes dos estragos causados pela tempestade Kristin, recomendando que os eleitores confirmem previamente onde devem votar. Apesar de André Ventura ter defendido o adiamento geral da segunda volta, a lei eleitoral apenas prevê o adiamento em casos localizados de calamidade, não permitindo o reagendamento nacional do ato eleitoral.
O voto antecipado decorreu há uma semana e contou com 308.501 eleitores inscritos, mais 90 mil do que na primeira volta. A primeira ronda das presidenciais, a mais concorrida de sempre, com 11 candidatos, registou uma taxa de participação de 52,26%. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República desde 2016, termina o seu mandato em março de 2026.