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Panamá rejeita ameaças da China depois de anulação de concessão no canal

O Presidente do Panamá rejeitou a ameaça da China de fazer o país pagar "um preço elevado", depois da anulação da concessão ao grupo CK Hutchison, de Hong Kong, para dois portos do canal

Lusa

“Rejeito veementemente a declaração do Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau“, na sequência da decisão do Supremo Tribunal de Justiça do Panamá “relativa ao contrato portuário”, afirmou José Raul Mulino na rede social X, esta quarta-feira.

Mulino acrescentou que “o Panamá é um Estado de direito” e respeita as decisões judiciais.

O Governo chinês denunciou uma decisão “extremamente absurda” e advertiu que o Panamá ia pagar um “preço elevado” se não mudasse de rumo, de acordo com a agência noticiosa Bloomberg.

Uma subsidiária do grupo CK Hutchison, de Hong Kong, anunciou ter iniciado um processo de arbitragem contra o Panamá, alegando “graves prejuízos” depois do cancelamento da concessão para explorar dois portos no canal.

Ao denunciar “uma campanha do Estado panamiano dirigida especificamente” contra a empresa, a Panama Ports Company (PPC) afirmou na terça-feira, em comunicado, estar a sofrer uma “série de ações abruptas” por parte do país da América Central.

Na sexta-feira, o Supremo Tribunal do Panamá invalidou a concessão de que esta empresa beneficiava para explorar dois portos situados nas duas extremidades do canal, o de Cristobal, no lado atlântico, e o de Balboa, no lado pacífico.

Os Estados Unidos manifestaram-se satisfeitos com a decisão judicial, mas Pequim prometeu “proteger os direitos e interesses legítimos das empresas” chinesas.

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