Início » Receitas do aeroporto de Macau caem 8.5% em 2025

Receitas do aeroporto de Macau caem 8.5% em 2025

A operadora do Aeroporto Internacional de Macau registou uma quebra nas receitas em 2025, num ano marcado por uma ligeira redução do tráfego de passageiros. Apesar do recuo, a empresa antecipa uma retoma da procura já em 2026, impulsionada pela expansão da rede aérea

Macau News Agency

A Macau International Airport Company Limited (CAM) indicou que o número total de passageiros atingiu 7,52 milhões em 2025, menos 1.6% do que no ano anterior, enquanto os movimentos de aeronaves recuaram 2.9%, para perto de 58 mil. Em contrapartida, o volume de carga cresceu 1%, para 109 mil toneladas, e a aviação executiva registou um aumento de 2%, com 1165 movimentos.

Os dados foram divulgados por responsáveis da empresa durante um evento anual com a imprensa na quarta-feira. O presidente do conselho de administração da CAM, Ma Lao Hang, afirmou que as operações do aeroporto se mantiveram “estáveis e em progresso constante”, apesar das incertezas da recuperação económica global, das tensões geopolíticas e do impacto de desastres naturais.

Com base nesses indicadores, as receitas do aeroporto em 2025 foram estimadas em cerca de 1,35 mil milhões de patacas, representando uma descida de 8.5% face ao ano anterior, de acordo com a CAM.

No que respeita a investimentos, a administração destacou o avanço de vários projetos de infraestruturas destinados a reforçar a capacidade e a conectividade regional. Entre eles está o projeto de expansão e aterro do aeroporto, lançado no final de 2024 e com conclusão prevista para 2030.

Na primeira fase, a expansão deverá acrescentar 129 hectares, quase duplicando a área utilizável do aeroporto para 325 hectares e elevando a capacidade anual para 13 milhões de passageiros, segundo a empresa.

Outro projeto em curso é o desenvolvimento de um terminal de carga a montante em Hengqin, destinado ao processamento de mercadorias antes da sua transferência. A CAM indicou que os testes poderão arrancar até ao final deste ano, com a entrada em funcionamento comercial prevista para o primeiro semestre de 2027.

Em termos de nacionalidade dos passageiros, 55% chegaram da China continental, 15% de Taiwan, 12% de Macau, 1% de Hong Kong e 17% de mercados internacionais. Apesar da descida global, a empresa registou um aumento de 8% no número de passageiros internacionais, alinhado com a estratégia governamental de diversificação turística.

Para 2026, a CAM prevê um crescimento superior a 8.2% no total de passageiros, para cerca de 8,14 milhões, bem como um aumento dos movimentos de aeronaves para 63.850 e da carga para 113.300 toneladas, segundo a CAM.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website