A delegação começou a visita pelo Centro de Serviços Económicos e Comerciais China–Países de Língua Portuguesa e Espanhola, onde foi apresentada a situação operacional da entidade. O centro, criado conjuntamente por Hengqin e Macau, tem como objetivo funcionar como uma plataforma integrada de serviços para apoiar empresas chinesas na expansão para mercados de língua portuguesa e espanhola, bem como atrair empresas e produtos desses países para a China.
Atualmente, o centro conta com um fundo de investimento para o desenvolvimento industrial sino-lusófono e sino-hispânico, de 1000 milhões de renminbi (aproximadamente 1,2 mil milhões de patacas). Está também em funcionamento experimental a Base Internacional de Formação de Talentos Digitais e Inteligentes de Hengqin, desenvolvida em parceria com a Huawei e o centro educativo Beijing Wenhua Online.
Paralelamente, cidades como Shenzhen e Macau, bem como países como Portugal, Brasil e México, estão a avançar com a criação de postos de serviços e equipas locais no âmbito do centro.
O diretor da Comissão Executivo da Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong–Macau em Hengqin, Kin Ip, elogiou os resultados alcançados até ao momento e apelou à aceleração dos trabalhos, sublinhando a importância do centro para apoiar as empresas do Interior da China a “sair para o exterior” e facilitar a entrada de empresas e produtos dos Países de Língua Portuguesa.
Leia também: Reunião com deputados da ANP reforça desenvolvimento de Hengqin
A delegação seguiu depois para o Laboratório Provincial de Medicina Tradicional Chinesa de Guangdong, onde manteve um intercâmbio com a equipa científica. Desde a sua criação, o laboratório tem registado progressos relevantes em plataformas de investigação tecnológica, apoiado pelas capacidades científicas da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Guangzhou e da Academia de Medicina Tradicional Chinesa de Guangdong.
No ano passado, entrou em funcionamento o primeiro serviço clínico digital integrado de medicina chinesa e ocidental, baseado em modelos de diagnóstico personalizados com apoio tecnológico. O responsável incentivou o laboratório a acelerar o seu desenvolvimento como uma plataforma científica de referência, com impacto nacional e internacional, assente na integração multidisciplinar da medicina tradicional chinesa.
A visita incluiu ainda o Parque Industrial de Inovação Hengqin–Macau, o primeiro projeto da zona de cooperação a adotar os modelos de “indústria em ilhas” e “indústria em edifícios”. A primeira fase do projeto ficou estruturalmente concluída em dezembro do ano passado, estando prevista a entrada em funcionamento de cinco edifícios industriais em junho deste ano, três dos quais reservados a empresas de Macau.
Tai Kin Ip destacou os avanços registados e defendeu que o parque concentre esforços na captação de investimento alinhado com as indústrias prioritárias da zona de cooperação, reforçando a cadeia industrial e criando um polo de inovação com efeito dinamizador.
Por fim, a delegação visitou a Base de Micro-Séries de Hengqin, desenvolvida no âmbito da instalação da empresa “Chinese Online”. O projeto combina cenários característicos de Macau com o ecossistema industrial de Hengqin, com o objetivo de criar a primeira base nacional dedicada à produção de micro-séries orientadas para mercados internacionais. A primeira fase já concluiu 94 cenários de filmagem e acolheu vários projetos audiovisuais.
O diretor considerou que o projeto está alinhado com o posicionamento de Hengqin como ilha internacional de lazer e turismo, defendendo o reforço da notoriedade do sector e o aperfeiçoamento da cadeia de serviços audiovisuais para impulsionar o desenvolvimento cultural e turístico.
Tai Kin Ip sublinhou ainda que 2025 marca o início do 15.º Plano Quinquenal da China e um ano decisivo para a segunda fase de desenvolvimento da zona de cooperação, apelando à concretização acelerada de projectos estruturantes para promover a articulação industrial entre Hengqin e Macau e sustentar um crescimento de elevada qualidade.