As posições foram apresentadas num fórum realizado em Pequim, na terça-feira, que reuniu instituições de investigação associadas ao PCC e ao KMT, tendo sido aprovadas 15 opiniões comuns distribuídas por cinco áreas de cooperação e intercâmbio.
Entre as propostas está a retoma das viagens regulares entre os dois lados do Estreito, com o levantamento das restrições impostas pelas autoridades do Partido Democrático Progressista e a reabertura integral das ligações marítimas e aéreas de passageiros, segundo os organizadores.
O diretor do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do PCC, Song Tao, afirmou que ambos os partidos têm responsabilidade no desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados e na salvaguarda do que descreveu como a “pátria chinesa”.
O responsável elencou cinco pilares para o futuro das relações, incluindo a adesão ao Consenso de 1992, a integração aprofundada, a melhoria das condições de vida e dos laços familiares, a oposição à independência de Taiwan e a preservação da paz no Estreito.
Apesar das restrições em vigor no último ano, cerca de cinco milhões de residentes da ilha deslocaram-se ao interior da China, afirmou o presidente da Associação de Agências de Viagens de Taiwan, Yao Ta-kuang. O dirigente manifestou a expetativa de que os intercâmbios possam regressar gradualmente a um modelo regular e sistemático, reforçando os contatos entre pessoas.
No domínio das indústrias emergentes, os participantes defenderam esforços conjuntos para desenvolver projetos de referência em inteligência artificial aplicada à indústria, bem como iniciativas ligadas a novas energias.
O diretor de departamento do Instituto de Investigação em Inteligência Artificial da Academia Chinesa de Tecnologias da Informação e Comunicação, Xu Shan, salientou a complementaridade entre o vasto mercado e a cadeia industrial do interior da China e a capacidade de Taiwan na produção de semicondutores e na investigação em ‘hardware’.
O vice-presidente do KMT – no poder em Taiwan -, Hsiao Hsu-tsen, afirmou que o partido pretende responder a questões urgentes que afetam setores como o turismo, a tecnologia e a cooperação climática, defendendo uma abordagem baseada na cooperação em vez do confronto.
Em Taipé, o diretor para os Assuntos da China do Partido Democrático Progressista, Wu Jun-zhi, alertou para implicações de segurança nacional associadas a este tipo de fóruns, enquanto o ministro do Conselho dos Assuntos do Continente, Chiu Chui-cheng, acusou o KMT de ignorar o que descreveu como um aumento da pressão política, militar e económica de Pequim.
O fórum, subordinado ao tema “Perspetivas para o intercâmbio e a cooperação entre os dois lados do Estreito”, contou com mais de 100 participantes de ambos os lados, incluindo especialistas dos setores do turismo, indústria, saúde, ambiente e tecnologia, segundo a organização.