As empresas e famílias de Macau contrataram mais 1137 trabalhadores não-residentes ao longo de 2025, elevando o total para 183.679 no final de dezembro, segundo dados divulgados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública. O crescimento ocorre após vários anos de redução da mão-de-obra vinda do exterior, na sequência da pandemia.
A força de trabalho não-residente encontra-se agora no nível mais alto desde junho de 2020, embora ainda abaixo do máximo histórico de 196.538 registado no final de 2019. Entre esse pico e janeiro de 2023, Macau perdeu cerca de 45 mil trabalhadores não-residentes, o equivalente a 11.3% da população ativa.
No início de 2023, aquando do levantamento das restrições sanitárias em Macau e na China continental, a cidade contava com menos de 152 mil trabalhadores migrantes, o número mais baixo desde abril de 2014, segundo dados oficiais.
As estatísticas da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) indicam que, desde o fim da política de “zero covid”, o total de trabalhadores não-residentes aumentou em 31.801. Em 2025, o principal motor desse crescimento foram os empregados domésticos.
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No final de dezembro, o número de empregados domésticos ultrapassava os 28.611, o valor mais elevado desde março de 2021. Ao longo do ano, as famílias locais contrataram mais 1.176 trabalhadores nesta categoria.
Apesar do aumento do salário mínimo em 2.9%, para 7.280 patacas mensais, os empregados domésticos voltaram a ser excluídos da atualização, segundo decisão do Governo aplicada a partir de 1 de janeiro. Para novos contratos assinados desde julho de 2024, a remuneração mínima é de 3.200 patacas, de acordo com a DSAL.
Justificando essa exclusão, o director dos Serviços para os Assuntos Laborais, Chan Un Tong, referiu a “natureza única” do trabalho doméstico e a necessidade de integração na vida familiar do empregador, em declarações feitas em novembro. O responsável acrescentou que o salário mediano ronda atualmente as 3.800 patacas, segundo a DSAL.
Em paralelo, a taxa de desemprego subiu para 1.8% entre outubro e dezembro, após o encerramento de dez casinos-satélite. No setor do jogo e lotarias, trabalhavam 11.446 trabalhadores não-residentes no final de 2025, mais 74 do que um ano antes, segundo dados oficiais.