A operação constitui um marco histórico para o mercado obrigacionista local, tratando-se não só da estreia de um banco estatal enquanto emitente público, mas também da primeira emissão, em Macau, de obrigações temáticas associadas à iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e dirigidas a projectos relacionados com o mundo lusófono.
A emissão foi destinada exclusivamente a investidores profissionais e dividiu-se em duas tranches. As obrigações com prazo de três anos totalizaram 3,5 mil milhões de renminbi, com uma taxa de juro fixa de 1.75%, enquanto as obrigações com maturidade de cinco anos ascenderam a 2 mil milhões de renminbi, oferecendo uma taxa de juro de 1.85%.
Segundo as autoridades, a operação suscitou ampla atenção do mercado, refletindo o interesse dos investidores pela crescente maturidade e diversificação do mercado financeiro de Macau.
Em comunicado, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) congratulou-se com a conclusão bem-sucedida da emissão e agradeceu ao Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla inglês) o apoio prestado ao desenvolvimento qualitativo do setor financeiro moderno da RAEM.
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A entidade reguladora sublinhou que esta operação surge na sequência de outras emissões relevantes realizadas em Macau, incluindo obrigações soberanas e títulos de governos locais da província de Guangdong e do município de Shenzhen, contribuindo para alargar o leque de emitentes e produtos disponíveis no mercado local.
A primeira emissão obrigacionista do CDB em Macau é vista como um sinal claro de apoio ao reforço do papel da cidade enquanto plataforma de serviços financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Ao mesmo tempo, evidencia a participação ativa de Macau na concretização da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, através da canalização de financiamento para projetos com dimensão internacional e ligação aos mercados lusófonos.
Além de enriquecer a tipologia de obrigações disponíveis no mercado “offshore” de renminbi de Macau, esta operação reforça as vantagens do desenvolvimento coordenado da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau, injetando novo dinamismo no mercado obrigacionista local.
A iniciativa é ainda apontada como um contributo relevante para a internacionalização do renminbi e para o aprofundamento da integração de Macau no contexto do desenvolvimento económico e financeiro global da China.