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“Parem o tráfego”. Maquinista de comboio em Adamuz contactou central de controlo ferroviário

O maquinista do comboio Iryo, atingido por um outro comboio Alvia perto de Adamuz, Córdova, no domingo, contactou a central do controlo ferroviário de Atocha às 19.45 horas locais para informar que o veículo tinha descarrilado. Numa segunda chamada telefónico, pediu que o tráfego de comboios fosse parado naquela área.

De acordo com a transcrição da conversa publicada pelo “El Diario” e o “El País”, o maquinista desconhecia inicialmente o envolvimento de outro comboio no acidente e a colisão com as últimas carruagens do seu. Aliás, ao perceber que vários vagões tinham invadido a pista contrária, o maquinista solicitou, numa segunda chamada telefónica, o encerramento da área para comboios. “Preciso que parem o tráfego nos trilhos com urgência, por favor”, ouve-se o maquinista dizer na gravação, coloquialmente conhecida como “caixa negra”, um sistema de computador que regista os dados da viagem.

Na primeira das duas conversas gravadas, o maquinista relata, de forma calma, que o comboio está parado perto da cidade de Córdova. Naquele momento, ainda não sabia que três carruagens haviam descarrilado ou que havia vítimas mortais e feridos entre os passageiros. Conforme o protocolo de segurança, o maquinista solicitou permissão à central de controlo para sair da cabine do comboio Iryo Frecciarossa número 6189, que fazia o trajeto Málaga-Madrid, para “avaliar” a situação, o que envolvia descer até os trilhos.

Na segunda chamada, o maquinista informou a central de controlo que havia ocorrido um descarrilamento e que várias carruagens haviam entrado na linha férrea utilizada pelos comboios que seguiam na direção oposta. Além de solicitar a interrupção do tráfego para evitar colisões, exigiu, de forma urgente, a presença de “serviços de emergência, bombeiros e ambulâncias”, pois havia visto um incêndio num dos vagões e sabia que havia passageiros “feridos”.

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