O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou esta quarta-feira, 21 de janeiro, que os princípios e a proteção da União Europeia (UE) “estão a ser postos à prova” pelos Estados Unidos, mas prometeu resposta a “qualquer forma coerção” sobre a Gronelândia.
“Considerados em conjunto, os desafios geopolíticos que a Europa enfrenta parecem, por vezes, avassaladores […], mas a UE sairá desta situação mais forte, mais resiliente e mais soberana. Para que isso aconteça, a nossa resposta deve ter três componentes: uma Europa de princípios, uma Europa de proteção e uma Europa de prosperidade – três dimensões [que] estão a ser postas à prova no momento atual das relações transatlânticas”, disse António Costa, intervindo num debate no Parlamento Europeu.
O antigo primeiro-ministro português vincou que a UE “está pronta para se defender […] contra qualquer forma de coerção” e tem “o poder e os instrumentos para o fazer”.
Nas declarações na cidade francesa de Estrasburgo, António Costa justificou que foi devido ao contexto de ameaças norte-americanas relativas à Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca, que decidiu convocar para esta quinta-feira uma reunião extraordinária do Conselho Europeu sobre as relações transatlânticas.
“Tendo ouvido os Estados-membros na preparação desta reunião, acredito que alguns elementos fundamentais são amplamente partilhados”, entre os quais o “apoio e solidariedade totais com o Reino da Dinamarca e com a Gronelândia” e o facto de que “apenas eles podem decidir sobre o seu futuro”.
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