A medida aplica-se aos vistos de imigrante, destinados a cidadãos estrangeiros que pretendam residir permanentemente nos Estados Unidos. Segundo as autoridades norte-americanas, o objectivo é reforçar os critérios de admissão e garantir que os novos imigrantes não representem um encargo para os serviços públicos do país.
A suspensão afecta países de várias regiões do mundo, incluindo África, Médio Oriente, Ásia, América Latina e Europa de Leste. Embora a lista completa dos países abrangidos não tenha sido tornada pública, a decisão deverá afectar milhares de processos que se encontravam em análise ou em fase de submissão.
Ficam excluídos da medida os vistos de não-imigrante, como os de turismo, negócios, estudo ou trabalho temporário, que continuarão a ser processados, ainda que sujeitos a um maior escrutínio por parte das autoridades consulares.
A exclusão da China da lista tem suscitado atenção, tendo em conta o peso do país nas relações económicas, académicas e diplomáticas com os Estados Unidos, nomeadamente no número elevado de estudantes e profissionais chineses que entram anualmente em território norte-americano.
A decisão insere-se numa estratégia mais ampla de controlo da imigração, que tem sido uma das prioridades políticas do presidente Donald Trump. Críticos alertam para o impacto humano e diplomático da suspensão, enquanto defensores da medida consideram tratar-se de um passo necessário para proteger os interesses económicos e sociais dos Estados Unidos.