José Mourinho nunca foi treinador de meias medidas. A derrota frente ao Braga, que ditou a eliminação das águias da Taça da Liga, trouxe de volta um traço clássico da liderança do técnico português: a disciplina férrea e os castigos exemplares. Após o jogo, Mourinho ordenou que o plantel pernoitasse no centro de treinos do Seixal e voltasse ao trabalho no dia seguinte. “Espero que não durmam tão bem quanto eu”, disse, numa mensagem clara de descontentamento, após afirmar que fizeram uma “primeira parte parte horrível”.
Mas este tipo de medida não é novidade na carreira do treinador. A fama de disciplinador começou a formar-se no F. C. Porto, onde Mourinho impôs um código de conduta baseado na disciplina. Na temporada 2002/03, a surpresa foi grande quando afastou Vítor Baía durante uma série de jogos, por alegadamente ter violado essa conduta. A decisão causou polémica, mas manteve-se firme, reforçando a ideia de que todos estavam sujeitos às mesmas regras, independentemente do currículo.
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