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Quase metade dos jornalistas assassinados no mundo em 2025 era de palestinos em Gaza

Segundo a Repórteres sem Fronteiras, 26% dos profissionais mortos trabalhavam na América Latina, outro foco de preocupação

Dos 67 jornalistas assassinados no mundo neste ano no exercício de suas funções ou em decorrência delas, quase metade (43%) foi morta na Faixa de Gaza por ações das Forças Armadas de Israel, aponta o Balanço de 2025 da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A América Latina também aparece como foco de preocupação da entidade de defesa da liberdade de imprensa —26% (18) dos profissionais de imprensa assassinados estavam em países da região.

O perfil é bastante diferente do de jornalistas mortos no Oriente Médio, afirma Artur Romeu, diretor do escritório da América Latina da RSF. Em vez de vítimas em bombardeios, trata-se de mortes encomendadas. Na maior parte das vezes, são jornalistas locais que investigavam ligações do crime organizado com políticos de cidades no interior e são mortos por assassinos de aluguel, frequentemente quando estão a caminho de casa ou do trabalho. Muitos vinham recebendo ameaças de morte explícitas.

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