O comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, Leong Man Cheong, revelou que, desde 2016, a rede de videovigilância – conhecida como ‘Olhos no Céu’ – permitiu resolver crimes como homicídio, tráfico de droga, roubo, furto, fogo posto, posse de arma proibida e burla. As cinco fases já implementadas incluem mais de 1.920 câmaras, com a sexta fase a acrescentar cerca de 800 até 2027, incluindo 120 na Zona A dos novos aterros.
A aposta tecnológica surge em paralelo com a criação de um sistema de alerta de riscos contra a segurança nacional, previsto para 2026. O Governo quer implementar indicadores de monitorização e mecanismos de aviso precoce, seguindo o princípio de “prevenir rigorosamente os atos de interferência e destruição” por parte de “forças externas”, sublinhou Chan Tsz King, durante a sua primeira sessão de perguntas e respostas com os deputados, desde que foi nomeado Secretário por Sam Hou Fai.
Entre as medidas estratégicas, incluem-se o reforço da cooperação com o Interior da China e Hong Kong, a atualização de sistemas de reconhecimento e controlo fronteiriço e a instalação de mais canais automáticos com identificação biométrica. O Governo pretende ainda desenvolver modelos de posto fronteiriço inteligente e agilizar a circulação de mercadorias através de tecnologias aplicadas à avaliação de riscos aduaneiros.
No plano operacional, as autoridades vão manter operações policiais como a “Operação Preventiva do Inverno” e intensificar o combate ao trabalho ilegal. Este ano, foram detetados 76 casos envolvendo 173 pessoas, um aumento em relação a 2024. A criminalidade geral registou uma descida até outubro, segundo dados oficiais, com reduções nos crimes violentos, burlas e delitos relacionados com droga.
O Governo promete igualmente reforçar a capacidade de resposta em proteção civil, com mais simulacros, atualização de equipamentos de resgate e coordenação transfronteiriça com Guangdong e Hong Kong. Na gestão correcional, está prevista a modernização tecnológica do Estabelecimento Prisional de Coloane e o fortalecimento de programas de reinserção social.
Chan Tsz King reconheceu que a limitação de recursos humanos será um desafio crescente, com muitas aposentadorias previstas nos próximos anos, mas insistiu que a modernização tecnológica permitirá manter o nível de segurança. “Temos que ser pragmáticos, temos que ser realistas e também temos de ter em conta o recurso às novas tecnologias para colmatar esta falha”, afirmou aos deputados.