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GP: FIA vai continuar a apostar na Formula Regional em Macau

O facto de a FIA ter trocado a Fórmula 3 pela Fórmula Regional (FR) continua a ser um tema recorrente quando o tópico é o Grande Prémio de Macau. Apesar da prova rainha do programa não ter desapontado na edição deste ano, apagando um pouco a má imagem deixada no ano passado, ainda existe um sentimento generalizado de que a federação internacional privou o Grande Prémio da sua prova preferida

Sérgio Fonseca

No final da 72.ª edição, a Coordenadora da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, Lei Si Leng, quando questionada novamente pela imprensa local sobre um eventual regresso da Fórmula 3, afirmou que a organização vai continuar a cooperar com a FIA para escolher as corridas que mais se adequam a Macau. Ao mesmo tempo, a dirigente do Instituto do Desporto de Macau deixou a garantia que o plano passa por continuar a receber pilotos em idade de formação e que se afirmem como o futuro do automobilismo.

“Nós temos vindo a comunicar de forma estreita com a FIA para sabermos quais as provas que podem ser realizadas em Macau e a FIA tem selecionado os melhores pilotos para virem cá competir”, disse, acrescentando que espera “que possam vir os melhores pilotos a Macau e que continuemos a colaborar com a FIA para organizar as provas mais adequadas para Macau”.

Do lado da FIA, existe a convicção de que a FR é a disciplina que melhor se adapta às características do Circuito da Guia, um traçado que permanece praticamente inalterado após sete décadas de existência. O descontentamento que ainda subsiste é considerado natural. “O desporto motorizado é tradicional, e não me recordo de alguma mudança que tenha sido bem recebida no início, mesmo as boas mudanças” admitiu Emanuele Pirro, o actual presidente da Comissão de Monolugares da FIA, em conversa com os jornalistas em Macau.

O ex-piloto italiano, um conhecedor do Circuito da Guia e vencedor da Corrida da Guia pela BMW, aproveitou a passagem pela RAEM para recordar que “se olharmos para a história de Macau, começou com a Fórmula 2, ou Fórmula Pacific, e depois passou para a Fórmula 3. Em 1984, um jornalista podia ter perguntado: ‘porque já não corremos com Fórmula 2?’ Acho que é inevitável. Tudo tem um preço. Para termos o privilégio de contar com um circuito que permaneceu inalterado ao longo da sua história, o preço a pagar é utilizarmos carros que continuem a ser razoavelmente seguros. E penso que a Fórmula Regional oferece um bom equilíbrio em termos de velocidade.”

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