A Tesla está a exigir que os seus fornecedores excluam componentes fabricados na China dos automóveis que produz nos Estados Unidos, numa escalada dramática da “guerra fria” tecnológica e comercial entre as duas maiores economias do mundo.
A notícia, avançada esta sexta-feira pela Reuters e pelo Wall Street Journal, cita fontes familiarizadas com a situação que indicam que o objetivo da fabricante liderada por Elon Musk é substituir todos os componentes de origem chinesa “no próximo ano ou dois”.
Esta decisão surge num momento de crescente alarme no Ocidente sobre a dependência tecnológica da China, um receio que foi agravado por uma descoberta de segurança crítica na Escandinávia.
Preocupações de segurança na Europa
No início deste mês, a autoridade de transportes públicos da Noruega (Ruter) revelou ter descoberto que a sua frota de autocarros elétricos produzidos pela fabricante chinesa Yutong continha tecnologia que permitia o acesso remoto aos mesmos — e sua a potencial desativação (“kill switch”) — a partir da China.
Testes de segurança confirmaram que os autocarros estavam equipados com cartões SIM que transmitiam dados dos veículos e permitiam, teoricamente, a imobilização da frota. A Noruega mitigou o risco removendo os cartões, mas com isso impossibilitou a atualização do software do mesmo, incluindo a instalação de pathes de segurança.
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