De acordo com a imprensa da região administrativa especial, a polícia anunciou que cinco dos detidos – três homens e duas mulheres – foram já acusados de branqueamento de capitais e serão presentes a tribunal.
Os restantes suspeitos, sete homens e três mulheres com idades entre 27 e 62 anos, permanecem detidos, acrescentou a polícia, no domingo à noite.
Uma investigação identificou um alegado grupo criminoso que terá usado 21 contas bancárias pessoais e três contas de empresas para branquear 1,16 mil milhões de dólares de Hong Kong desde 2016.
O grupo criou uma empresa financeira, aparentemente legítima, dedicada à concessão de empréstimos de elevado valor, mas cujas operações eram alegadamente usadas para a lavagem de dinheiro.
As detenções aconteceram numa operação lançada na passada quinta-feira, na qual a polícia também apreendeu relógios, joias e bolsas de luxo, documentos bancários e 24,7 milhões de dólares de Hong Kong em dinheiro.
Mais tarde, a polícia congelou aproximadamente 1,6 milhões de dólares de Hong Kong, alegadamente provenientes de atividades criminosas, em contas bancárias pertencentes a três dos detidos.
A operação decorreu em quatro diferentes locais de Hong Kong, onde a polícia suspeitava que decorriam atividades ilegais de jogos de fortuna e azar.
Em Hong Kong apenas são legais as apostas em corridas de cavalos e em jogos de futebol, todas operadas pela mesma empresa, o Hong Kong Jockey Club (HKJC), em regime de monopólio.
O parlamento de Hong Kong aprovou, em 11 de setembro, a legalização das apostas em jogos de basquetebol, que tem como um dos objetivos desviar fundos do mercado ilegal para circuitos controlados, segundo o Governo local.
O HKJC disse que deve começar a aceitar apostas em jogos de basquetebol em setembro de 2026, início da próxima época da NBA, a liga masculina norte-americana de basquetebol.