O crescimento da economia portuguesa vai ser mais forte em 2026 do que o antecipado há seis meses pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), tendo beneficiado de uma revisão em alta bastante significativa. Assim, em vez de desacelerar, o ritmo da economia deve ganhar alguma força, afinal, estando a crescer quase duas vezes mais do que a média da Zona Euro.
De acordo com o novo estudo sobre o panorama económico mundial (World Economic Outlook), Portugal deve crescer 1,9% este ano (em abril, o FMI previa 2%), mas para compensar esta ligeira revisão em baixa, o Fundo subiu a previsão do próximo ano, de 1,7% para 2,1%.
A instituição sediada em Washington é, em todo o caso, mais conservadora do que o Governo ou o Banco de Portugal na projeção do ano que vem.
A proposta de Orçamento do Estado para 2026, elaborada pelo Ministério das Finanças, assenta no pressuposto de que a economia portuguesa vai crescer 2,3% em termos reais no próximo ano.
O Banco de Portugal disse, na semana passada, que a atividade deve crescer 2,2%.
O FMI não analisa especificamente o caso de Portugal, mas considera que as economias mais abertas e exportadoras, como é a portuguesa, beneficiaram de uma primeira metade do ano mais intensa em exportações porque houve uma corrida contra o tempo por parte de muitas empresas na tentativa de evitar as tarifas muito elevadas que foram sendo decretadas pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, sobre os bens estrangeiros.
Tal como noticiou o DN/Dinheiro Vivo em julho, a economia da Irlanda disparou no primeiro semestre com as vendas aceleradas para os EUA da sua potente indústria farmacêutica, na altura sob a ameaça de Trump em impor tarifas de 200% ou mais sobre este tipo de produtos.
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