A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse esta segunda-feira em Los Angeles que as implicações das tarifas impostas pelos Estados Unidos na região europeia vão pressionar a procura e reduzir a inflação.
“Nas economias avançadas que estão a passar por um choque da procura – nomeadamente a União Europeia – que estão sujeitas a tarifas, estamos a ver as expectativas de inflação a baixar”, afirmou a responsável, numa sessão da Conferência Global do Milken Institute.
Na China, a severidade desse choque será de tal ordem que o país poderá enfrentar deflação, avisou Georgieva. O contrário é esperado para os Estados Unidos, onde a previsão é de aumento da inflação porque a procura não está a baixar mas a oferta sim, devido às barreiras repentinas das taxas aduaneiras.
Estas tendências inversas resultam da “turbulência significativa que estamos a atravessar no comércio global” por causa das tarifas, um dos principais temas económicos discutidos na conferência e que apresenta desafios para as políticas monetárias.
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