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Tensão Comercial: EUA e China trocam ameaças e sinais de abertura para negociações

A China ameaçou retaliar se EUA implementar uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses. Apesar das preocupações sobre restrições a materiais de terras raras, Trump mostrou abertura para negociar.

A China ameaçou retaliar caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concretize a sua ameaça de uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses. Trump expressou preocupações sobre as restrições à exportação de materiais de terras raras, mas, no domingo, mostrou-se aberto a negociações.

Um porta-voz do Ministério do Comércio da China afirmou, no mesmo dia e antes da tomada de posição do presidente norte-americano, que “ameaças deliberadas de tarifas elevadas não são a forma certa de se relacionar com a China” e reiterou que o país não tem medo da guerra comercial, mas não a deseja. A China anunciou que tomará “medidas resolutas” para proteger os seus direitos se os EUA continuarem a seguir o “caminho errado”.

Referindo-se aos controlos de exportação de terras raras, como o hólmio e o érbio, o porta-voz destacou que estas medidas são legítimas e não proibições de exportação. Garantiu ainda que todos os pedidos de exportação para uso civil serão analisados e podem ser aprovados, assegurando que as empresas não precisam de se preocupar.

Após a ameaça inicial, Trump utilizou a rede social Truth Social para sinalizar uma possível diminuição da tensão, afirmando que “não se preocupem com a China, tudo vai correr bem”. Expressou também a intenção de ajudar a China, referindo-se ao presidente Xi Jinping e à situação difícil que o país enfrenta.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, também adotou uma postura mais conciliatória, pedindo à China que “escolha o caminho da razão”. Vance reconheceu que a resposta dos EUA dependerá da atitude da China, advertindo que se a resposta for agressiva, os EUA têm “muito mais cartas na manga”. Afirmou ainda que, se a China estiver disposta a ser razoável, os Estados Unidos também estarão.

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