A lista Nova Esperança começou a participar nas eleições da Assembleia Legislativa em 2001 e elegeu deputados com sucesso desde 2005. A lista Nova Esperança pautar-se-á sempre pelo cumprimento rigoroso da Lei Básica sob a égide do Princípio “Um País, Dois Sistemas” e do princípio basilar de “Servir as Comunidades, servir o cidadão”.
Os candidatos da Lista Nova Esperança são oriundos de estratos distintos desta sociedade multicultural e que pretende servir de ponte de ligação entre as entidades públicas e o simples Cidadão, contribuindo ativamente para a resolução dos problemas diários, tais como os relacionados com a habitação, saúde pública, emprego, educação, segurança social, direitos laborais, trânsito rodoviário, trabalhadores da administração pública, aposentados e pensionistas, protecção do meio ambiente, qualidade e segurança alimentar, qualidade de vida, índices de felicidade, entre outros.
Também a responsabilização dos titulares dos principais cargos públicos, o regime de incompatibilidades dos titulares dos principais cargos públicos e dos deputados, a transparência da ação governativa, são assuntos relevantes que preocupam os cidadãos.
Acreditamos que o exercício do cargo de deputado deve ser a tempo inteiro para maior disponibilidade temporal, evitando-se o conflito de interesses adstritos ao exercício das atividades privadas.
A política habitacional deve ser ancorada aos índices de natalidade e agregado familiar, possibilitando que os familiares idosos possam viver em comunhão com os seus filhos e parentes evitando a entrada nos lares de idosos.
O desemprego e a falta de empregos com qualidade continuam a ser um enorme problema. O governo deve prestar mais apoio aos desempregados e ás famílias com património negativo, através da bonificação das taxas de juros bancárias aliviando o fardo das suas dívidas. Devem ser concedidos mais apoios aos idosos, principalmente com doenças crónicas, famílias monoparentais, cuidadores informais, deficientes e crianças com necessidades especiais.
A burocracia administrativa impede a criatividade dos jovens e as empresas deparam-se com múltiplos obstáculos. Somos a favor de apoios “cirúrgicos” às PME para ajudar a ultrapassar as atuais dificuldades de sobrevivência.
Muitos trabalhadores da função pública, principalmente os trabalhadores de base e linha da frente estão com muito mais trabalho e a trabalhar sob extrema pressão, e bastante desmoralizados por não ter havido actualização salarial à semelhança dos aumentos salariais dos trabalhadores do setor do Jogo. Estes, após os 65 anos de idade, serão obrigados a trabalhar no setor privado para poderem sobreviver e sustentar as suas famílias.
Vamos continuar a exigir mais transparência governativa nos gastos públicos, exigindo que mais informações sejam inseridas no portal de contratação pública.
Vamos continuar a exigir maior consciência ética e regulamentação sobre conflitos de interesses, em situações em que os interesses privados se sobrepõem aos interesses públicos. Devem ser instituídos sistemas internos de controlo e monitorização de possíveis situações de conflitos de interesses. Devem existir manuais de boas práticas e códigos de conduta. O atual sistema é pouco transparente e muito permeável à concorrência desleal e ocorrência de situações ilegítimas.
Vamos continuar a exigir maior transparência governativa, a própria Assembleia Legislativa deve ser mais transparente nas suas atividades, devendo todas as comissões de trabalho e de acompanhamento serem abertas aos meios de comunicação social e aos cidadãos.
O programa eleitoral resulta de um processo exaustivo de recolha de opiniões junto da população, reflectindo as suas legítimas aspirações. Apresentamos propostas concretas e exequíveis para os desafios estruturais da RAEM, nomeadamente: “Habitação para todos”, “Emprego para todos”, “Bem-estar para todos”, “Cuidados de saúde para todos”, “Educação para todos”, “Garantias para mulheres”, “Garantias para idosos”, “Garantias para crianças”, “Apoio aos vulneráveis”, “Um futuro para jovens”, “Melhorar condições de trabalho para o sector de jogos”, “Desenvolvimento da cultura e dos desportos”, “Apoio às PME”, “Transparência”, “Garantias na Função Pública” e “Papel de plataforma de Macau”.
Nova Esperança