Benjamin Netanyahu garantiu este domingo, 10 de julho, que pretende “levar o trabalho até ao fim”, manter o domínio sobre Gaza e acabar com o Hamas. Numa conferência imprensa que foi uma espécie de contra-propaganda, o primeiro-ministro de Israel negou estar a seguir uma estratégia de fome contra os palestinianos e acusou a comunidade internacional de se estar a deixar manipular pela “propaganda do Hamas”, apesar de alertas das Nações Unidas sobre a iminência de um cenário de fome generalizada.
Netanyahu afirmou mesmo que “há centenas de camiões a entrar em Gaza” para aliviar a privação alimentar da população palestiniana. E desafiou as organizações que o contestarem a monitorizarem os preços. “Nós monitorizamos e o preço dos alimentos e está a baixar devido à ajuda alimentar de Israel”, disse.
Questionado sobre o papel do cerco de 11 dias a Gaza para o “espectro da fome”, Netanyahu culpabilizou a organização terrorista Hamas, alegando que o Hamas estava a saquear a ajuda. Admitiu que a tentativa de Israel de parar os camiões de ajuda humanitária e levá-los aos pontos de distribuição da GHF “não teve sucesso” devido ao Hamas. Mas sobre as acusações de genocídio, afirmou: “Não conheço um país que envie milhões de mensagens de texto para civis para se protegerem”.
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