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Cimeira da NATO: 54% dos portugueses defendem aumento dos gastos de Defesa

A sondagem do ECFR feita em 12 países europeus e divulgada na véspera da cimeira em Haia revela também que a maioria defende o regresso do serviço militar obrigatório.

Os europeus sentem-se inseguros e existe um consenso generalizado em relação à necessidade de aumentar os gastos com Defesa – os italianos são a exceção. Mas muitos duvidam que a Europa tenha capacidade de alcançar uma autonomia estratégica a curto prazo em relação aos EUA em matéria de segurança e defesa – sendo os portugueses mais otimistas do que a grande maioria.

Esta é uma das conclusões de uma sondagem do European Council on Foreign Relations (ECFR) feita, em maio, a 6440 inquiridos em 12 países da Europa e divulgada na véspera da cimeira da NATO que se realiza a partir desta terça-feira em Haia – e onde os EUA vão insistir na necessidade de os aliados aumentarem esses gastos para 5% do PIB. O estudo revela ainda o impacto que a presidência de Donald Trump está a ter na Europa.

Em Portugal, 54% dos 1010 inquiridos entre 16 e 28 de maio são “fortemente” ou “um pouco” a favor de aumentar os gastos de Defesa – o país ainda nem chegou à meta dos 2% que tinha sido estabelecida até 2029. Acima só ficam Polónia e Dinamarca (70%), o Reino Unido (57%) e Estónia (56%).

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