A Rússia lançou dezenas de drones e mísseis contra a Ucrânia durante o fim de semana, matando quatro pessoas, ferindo dezenas e causando danos em várias zonas da capital ucraniana.
Entre as armas utilizadas por Moscovo esteve o míssil hipersónico Oreshnik, capaz de viajar a 10 vezes a velocidade do som e de transportar ogivas nucleares, segundo as autoridades russas.
A vaga de ataques ocorreu dias depois de a Rússia acusar Kiev de atingir uma escola profissional na região de Lugansk ocupada pelas forças russas, provocando 21 mortos. O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou às forças armadas que retaliem.
“Nas actuais circunstâncias, as Forças Armadas russas começaram a lançar ataques sistemáticos contra instalações militares-industriais ucranianas em Kiev”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado.
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“Os ataques terão como alvo tanto centros de decisão como postos de comando… Estamos a alertar os cidadãos estrangeiros, incluindo o pessoal das missões diplomáticas e das organizações internacionais, para abandonarem a cidade o mais rapidamente possível”, acrescentou.
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, transmitiu o aviso ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante uma conversa telefónica na segunda-feira, instando-o a evacuar os diplomatas dos EUA, informou a diplomacia russa. Não houve comentário imediato da parte norte-americana.
A Rússia já tinha apelado anteriormente este mês à evacuação de cidadãos estrangeiros e diplomatas de Kiev, quando ameaçou lançar ataques massivos contra o centro da capital caso a Ucrânia perturbasse um desfile militar na Praça Vermelha. As missões diplomáticas ocidentais na cidade rejeitaram ambos os avisos.
Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês afirmou na segunda-feira: “Estamos habituados às ameaças de Putin. Está fora de questão evacuar”.
O embaixador da União Europeia em Kiev escreveu no Facebook: “Não vamos a lado nenhum.” A Ucrânia descreveu as ameaças russas como “retórica”.
“Estamos agora a dizer aos nossos parceiros para não cederem a toda esta chantagem russa”, afirmou o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Andriy Sybiga.
A Rússia lançou a ofensiva em grande escala contra a Ucrânia em fevereiro de 2022. Desde então, o conflito transformou-se na guerra mais mortífera na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
As negociações lideradas pelos Estados Unidos para pôr fim aos combates têm estado paralisadas nos últimos meses devido ao conflito no Médio Oriente.