A eleição deste domingo (18) em Portugal veio consolidar que o país virou à direita. A coligação do atual Governo foi a mais votada, com 86 deputados. O segundo lugar, por enquanto, está empatado, entre o Partido Socialista (PS) e o Chega, que passou de 50 para, pelo menos, 58 deputados (o desempate será com os votos de fora de Portugal, que ainda não estão apurados).
A campanha eleitoral agora encerrada teve como um dos focos de debate a imigração. O cenário que se desenha no Parlamento é de uma oposição mais severa aos projetos relacionados com o tema, uma vez que o Chega tende a ser o maior opositor do Governo. O partido votou contra ou se absteve, por exemplo, em projetos importantes para brasileiros, como a renovação dos títulos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o regime de transição das manifestações de interesse, proposto pela Iniciativa Liberal (IL). Na prática, significa que tanto o Governo como os demais partidos podem ter mais dificuldade na aprovação de projetos no Parlamento relacionados com a imigração.
Já do lado do Governo, a atual política de imigração deverá ser mantida, mas com reforço no combate à imigração sem visto. O programa eleitoral do PSD possui várias medidas nesse sentido. Outra proposta, com consequência direta entre os brasileiros que vivem no país, é aumentar o tempo de moradia para obter a nacionalidade portuguesa.
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