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Sam Hou Fai quer atrair mais investidores dos países lusófonos

O líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, disse hoje que a região semiautónoma chinesa quer atrair mais investidores estrangeiros, incluindo dos países de língua portuguesa.

Numa conferência de imprensa, o chefe do executivo disse que o território tem de “receber os amigos estrangeiros para investir em Macau e também concretizar os seus sonhos em Macau”, principalmente na área da tecnologia avançada.

Sam, o primeiro líder da região chinesa que fala português, sublinhou que “podem ser provenientes dos países de língua português e espanhola”.

“Desde que sejam a favor da diversificação económica, são sempre bem vindos”, acrescentou o dirigente.

Sam defendeu que os empresários locais devem “explorar os mercados de língua espanhola e portuguesa e os mercados de África e o Médio Oriente”.

O chefe do executivo sublinhou que este é “o papel de Macau no palco internacional”, atribuído pelo Governo central chinês.

“Temos de conhecer quais são as nossas vantagens e promover ao exterior o nosso rumo de desenvolvimento”, disse Sam.

Num comunicado divulgado na segunda-feira à noite, o dirigente já tinha apelado ao setor industrial e comercial da cidade para “atrair mais investimentos de capitais estrangeiros e concentrar em Macau mais recursos [humanos] de alta qualidade”.

Os empresários locais devem “tirar pleno proveito do papel singular e das vantagens únicas de Macau” para “explorar ativamente os mercados prioritários, como os dos países de língua portuguesa”, acrescentou o líder do Governo.

Em 14 de abril, Sam disse que irá visitar Portugal após as legislativas de 18 de maio mas não ofereceu qualquer solução para as restrições à residência de portugueses na região.

Macau não aceita desde agosto de 2023 novos pedidos de residência para portugueses, para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território.

As orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.

Aos portugueses resta a emissão de um ‘blue card’, autorização limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação.

A única alternativa para garantir o bilhete de identidade de residente passa por uma candidatura aos novos programas de captação de quadros qualificados, admitiu em abril Sam Hou Fai.

Ainda assim, o chefe do executivo prometeu avaliar os programas, “otimizar e encontrar quadros qualificados adequados”.

Hoje, o líder do Governo disse que a visita a Portugal “deve ser em julho” e poderá incluir uma passagem por Espanha, “para assim encontrar mais projetos de desenvolvimento entre Macau e esses países”.

Sam disse que a delegação de Macau irá incluir empresários dos setores industrial, comercial e financeiro da região e “até certas empresas do interior da China”.

*Com Lusa

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