O deputado José Chui Sai Peng defendeu na passada quarta-feira (dia 30 de abril) a criação de um voo de ligação entre Macau e Portugal, mas também entre Macau e Espanha, no sentido da internacionalização das ligações aéreas a partir de Macau. Nas Linhas de Ação Governativa é mencionado que “vai ser melhorada a rede aeroportuária de Macau para atrair mais visitantes internacionais. Macau já tem acordos aéreos com 50 país. Para que a RAEM possa ser um interlocutor entre a China e o estrangeiro, quando iremos ter ligações com Portugal? Como vamos estabelecer mais ligações com a Península Ibérica, ter mais destinos na Ásia e também uma conexão com a zona do Delta do Rio das Pérolas? Como vai ser concretizado o ‘hub’ na zona do Rio das Pérolas?”, questionou o deputado.
O responsável pela Autoridade de Aviação Civil (AACM) prometeu que a internacionalização das rotas serão gradualmente concretizadas. De salientar que recentemente o próprio cônsul geral português em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, disse ter ficado “muito irritado” com o facto de a única ligação direta de Macau para a Europa não ser feita por Lisboa ou pelo Porto. “Há dias escrevi para Lisboa, muito irritado, quando a Etiopia Airlines inaugurou a sua rota de carga Adis Abeba-Madrid-Macau e, com isso, criou a primeira ligação entre Macau e a Europa”, afirmou Alexandre Leitão ao Diário de Notícias (DN).
Ainda esta semana o Executivo de Macau garantiu o início, ainda em 2025, da construção de “um ‘hub’ de transporte aéreo internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas” e que, neste contexto, o projeto do terminal de carga “Upstream” do Aeroporto Internacional de Macau, em Hengqin, já começou, afirmou o secretário Raymond Tam.
Este “hub”, que deverá estar concluído em 2027, terá “uma parte das funções aeroportuárias, como a inspecção de segurança, paletização e distribuição de carga, transferidas para Hengqin”. Assim, pretende-se fazer “uma ligação ininterrupta entre as cidades de origem das mercadorias na Grande Baía, aperfeiçoando a rede logística inter-regional”. O projeto conjuga-se com a expansão do Aeroporto Internacional de Macau, que deverá ser uma realidade em 2030, permitindo “aumentar significativamente a capacidade de processamento de passageiros e carga, contribuindo para o reforço da competitividade do Aeroporto Internacional de Macau enquanto ‘hub’ aéreo regional”.