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Macau quer trazer equipa da Europa para formar camadas jovens no futebol

Macau quer contratar uma equipa europeia para dar formação em futebol às camadas mais jovens, numa aposta no desenvolvimento deste desporto no território

Lusa

“Este ano, vamos tentar expandir a formação de futebol para os jovens, vamos tentar contratar uma equipa da Europa para formar jovens”, disse o presidente do Instituto de Desporto da região na Assembleia Legislativa, durante a apresentação das linhas de ação governativa para a pasta dos Assuntos Sociais e Cultura.

Sem avançar com detalhes sobre esta equipa europeia, Luís Gomes disse ainda que outros eventos de futebol estão para ser lançados: vão ser convidados “jovens das cidades da Grande Baía para jogar” em Macau e vai ser criada uma “taça Hengqin-Macau para promover o desporto entre os jovens”.

A Grande Baía é um projeto de Pequim que tem como objetivo criar uma metrópole mundial a partir das regiões administrativas especiais chinesas de Macau e de Hong Kong e outras nove cidades da província vizinha de Guangdong, onde habitam mais de 80 milhões de habitantes. Também lançada por Pequim, em 2021, a iniciativa da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, abarca uma área de cerca de 106 quilómetros quadrados.

A seleção masculina de Macau, composta por jogadores amadores, está atualmente classificada na 193.ª posição do ranking mundial da FIFA, composto por 210 equipas. Apenas Timor-Leste se encontra atrás de Macau – em 197.º – entre os países ou regiões de língua oficial portuguesa.

Em março, o deputado Eddie Wu Chou Kit defendeu a cooperação com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para organizar jogos amigáveis com “equipas de topo da Europa” na região administrativa especial de Macau.

Numa intervenção no parlamento, Eddie Wu propôs “estabelecer [uma] cooperação profunda” com a LPFP para a criação, “em conjunto, de uma base permanente de treino”.

O deputado explicou que o objetivo seria “atrair equipas de topo da Europa para formação e realização de jogos itinerantes, promovendo o intercâmbio desportivo e cultural a nível internacional”.

Alargando o âmbito aos países de língua portuguesa, Eddie Wu apelou ao reforço da “colaboração comercial (…) na área do futebol [e a] introduzir as suas famosas marcas e competições de alto nível”.

Wu defendeu que a cooperação com o bloco lusófono permitiria “criar uma plataforma de eventos internacionais [e] atrair fãs da Ásia Oriental até Macau para assistirem aos jogos”.

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