De acordo com um comunicado do Corpo de Polícia de Segurança Pública de Macau, “após investigação, há fortes indícios de que as duas jornalistas são suspeitas da prática do crime de perturbação do funcionamento de órgãos da Região Administrativa Especial de Macau”, neste caso no parlamento local.
O advogado Jorge Menezes, que também é residente permanente em Macau e exerce atividade em Portugal e na Região Administrativa Especial Chinesa, sublinha, em entrevista à TSF, que as duas jornalistas foram “ilegalmente detidas”.
Bastante crítico da erosão dos direitos e liberdades fundamentais em Macau, sobretudo desde os protestos em Hong Kong (2019), Jorge Menezes afirma que “não se pode deter ninguém para identificação, a não ser que seja suspeito da prática de algum crime. Mas o que não se pode mesmo é deter uma pessoa para ser identificada, quando ela está identificada. Isto é claramente uma violação da lei”.
Jorge Menezes salienta que o objetivo das autoridades locais “é espalhar o medo e silenciar os jornalistas” e, indiretamente, a própria comunidade.
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