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Pelo menos 21 feridos e 14 detidos durante tumultos em Moçambique

Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas ontem em confrontos entre manifestantes e polícia durante manifestações de contestação dos resultados das eleições de outubro, afirmaram as autoridades policiais, anunciando que detiveram 14 pessoas.

Os dados apresentados em conferência de imprensa pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Orlando Mudumane, indicam que pelo menos 29 escolas foram invadidas e vandalizadas em todo o país e uma cadeia civil distrital foi invadida e vandalizada, tendo-se evadido 11 reclusos.

Orlando Mudumane adiantou igualmente que dois postos policiais foram invadidos e queimados por supostos manifestantes, para além de vandalização de vários estabelecimentos comerciais, sobretudo na cidade de Maputo e província de Maputo, na Zambézia e em Nampula.

Segundo a polícia moçambicana, as 14 pessoas foram detidas por “colocação de barricadas na via pública para coagir, chantagear e extorquir automobilistas, porte e uso de armas proibidas para vandalizar viaturas e instituições e arrombamento de estabelecimentos comerciais e financiamentos a atos subversivos”.

Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 34 foram baleadas na nova fase de manifestações e paralisações de contestação aos resultados eleitorais iniciada na quarta-feira, indicou hoje a Organização Não-Governamental (ONG) Plataforma Eleitoral Decide.

Estes casos somam-se a outros 76 mortos e 240 baleamentos em 41 dias – de 21 de outubro a 01 de dezembro – de manifestações de contestação dos resultados eleitorais, segundo o relatório anterior daquela plataforma de monitorização eleitoral, que estimou ainda “mais de 3.000 detenções”.

O candidato presidencial Venâncio Mondlane apelou a uma nova fase de contestação eleitoral de uma semana, que começou quarta-feira, em “todos os bairros” de Moçambique, com paralisação da circulação automóvel das 08:00 às 16:00.

Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este não reconhece os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, em 24 de outubro, dos resultados das eleições de 9 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos, despoletou protestos populares, convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que têm degenerado em confrontos violentos com a polícia.

Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este não reconhece os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

Plataforma com Lusa

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