No passado fim de semana, a 30 de novembro e 1 de dezembro, a Sands China organizou o concerto “Clássicos Reimaginados: Harmonias da Hora Dourada” na Praça do Centro Cultural de Macau. Suaves melodias atraíram um público muito variado que, sentado ou de pé, desfrutou do ambiente descontraído, mas também vibrante, criado pela combinação de cordas, piano e harmónica.
Os três grupos musicais são todos habilidosos a reinterpretar música clássica, incorporando vários elementos e trazendo novas ideias para o género. Entre estes, o pianista Niu Niu, nascido em Zhang Shengliang, é o mais jovem. Zhang fez a sua estreia aos seis anos, tornou-se o pianista mais jovem a ser contratado pelo estúdio de música clássica internacional EMI Classics aos nove anos, e é também o pianista solo mais jovem a atuar no Suntory Hall de Tóquio e no Centro Nacional de Artes Performativas em Pequim.
Em entrevista ao PLATAFORMA, o pianista expressa ter passado os últimos anos a desenvolver tanto as suas habilidades ao piano como na composição, tentando criar melodias não apenas “belas” mas também “significativas”. Este concerto marcou a sua estreia em Macau e a sua primeira atuação ao ar livre. “Estou muito grato à Sands China por apresentar a música clássica de uma forma jovem, aproximando-a do público. Havia muita energia e isso tornou a noite muito memorável”, elogia.
“[A masterclass] abre uma nova janela para jovens músicos, permitindo-lhes crescer e sair do espaço clássico e tocar a música de forma mais fácil e livre.”
Janoska Ensemble
O concerto faz parte do Programa de Artes Performativas da Sands China, alinhado com os esforços de revitalização urbana da concessionária, e conta com o apoio do Instituto Cultural de Macau e da Direção dos Serviços de Turismo.
O evento também contou com bancas de snacks operadas por PME locais, oferecendo ao público a oportunidade de saborear vários petiscos enquanto apreciam a atuação musical.
Plantar sementes musicais

“A nossa missão é trazer jovens aos concertos clássicos. Queremos que a música clássica seja fresca, com novos estilos e mostrar aos jovens que a música clássica é não só bela, mas também ‘cool’,” diz ao PLATAFORMA membros do Janoska Ensemble.
O grupo, conhecido pelas suas improvisações clássicas modernas, tem cativado públicos um pouco por todo o mundo. Inspirados pela longa história musical de Viena, o grupo é, na verdade também ele família, incluindo três irmãos de nascidos em Bratislava. Ondrej e Roman Janoska em violino e František Janoska ao piano, com o seu cunhado Julius Darvasno contrabaixo.
O grupo fez a sua estreia em Macau no ano passado no Teatro do Parisian, regressando este ano para uma masterclass pública ao ar livre, que esperam ajude a “abrir uma nova janela para jovens músicos, permitindo-lhes crescer, sair do espaço clássico e tocar a música de forma mais fácil e livre.”
O Janoska Ensemble também interpretou “Descendentes do Dragão” e “Ode à Pátria” no seu “estilo Janoska”, ao lado do músico de Hong Kong Vincent Liauw, como parte dos ‘Aniversários Duais’.
“Atualmente, a sociedade, o Governo e várias organizações estão a promover ativamente as artes culturais. O apoio de várias instituições tem ajudado imenso na promoção da música.”
Gordon Lee, tocador de harmónica de Hong Kong
Vincent Liauw, o diretor musical do concerto, mencionou que foram distribuídas 500 harmónicas, permitindo ao público aprender com o tocador de harmónica Gordon Lee.
“Esperamos que o público possa não apenas desfrutar da música, mas também levá-la para casa, plantando pequenas sementes musicais em Macau,” diz Lee.
Vencedor do Festival Mundial de Harmónica de 2017 na Alemanha, Lee agora visa promover um instrumento menos comum, mas que este descreve ser “bom para a saúde”. “Tocar harmónica requer um controle contínuo da respiração, o que pode ajudar a melhorar a função pulmonar e o humor. Em Hong Kong, temos realizado aulas de harmónica em lares de idosos, pois ajuda os mais velhos a exercitar os pulmões.”
Quanto à ideia de ter concertos que ensinam música ao mesmo tempo, ao público, Lee descreve que encorajar as crianças a tornarem-se músicos só pode ser positivo.
“A aceitação das pessoas pela música [como profissão] aumentou significativamente. Existem muitos caminhos na música, incluindo performance e produção nos bastidores”, conclui: “Atualmente, a sociedade, o Governo e várias organizações estão a promover ativamente as artes culturais. O apoio de várias instituições tem ajudado imenso na promoção da música.”