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Fábricas do Continente chegam para conquistar mercados externos

Uma fábrica de chá de Fujian é uma das empresas que recentemente se instalaram em Macau para conquistar mercados externos. O representante da empresa revela que os benefícios da cidade não são óbvios e que os custos de produção elevados são um obstáculo

Nos últimos anos, o Governo tem ativamente atraído investimento, e algumas empresas de chá, vindas do Continente, instalaram fábricas de bebidas em Macau, promovendo assim o desenvolvimento da economia de forma adequada e diversificada.

Ip Hon Kwan, vice-diretor geral do departamento de marketing da Kaijie Beverage Factory, disse que a fábrica produz atualmente seis tipos de chá, e planeia produzir até 70 milhões de unidades por ano. Com cerca de dois milhões de unidades produzidas no primeiro semestre de este ano, prevê-se que no futuro a produção local seja intensificada, aumentando a sensibilização e reforçando a cooperação com as empresas locais. O objetivo passa por abrir os mercados do sudeste asiático, desenvolvendo a indústria transformadora e alimentar em Macau.

Ip Hon Kwan, vice-diretor geral do departamento de marketing da Kaijie Beverage Factory (à esquerda) e Fu Gang Hua, diretor da Kaijie Beverage Factory (à direita).

Fu Gang Hua, diretor da Kaijie Beverage Factory, explica que a empresa-mãe, na província de Fujian, é uma conhecida exportadora de chá. Entre os seis tipos de chá produzidos, destaca-se o chá oolong. Já em 2018, com apoio do então IPIM (hoje Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento), a empresa optou por instalar uma fábrica em Macau; também em resposta à orientação política do desenvolvimento económico diversificado de Macau, com atração de investimento.

Ip Hon Kwan, vice-diretor geral do departamento de marketing da Kaijie Beverage Factory (à
esquerda) e Fu Gang Hua, diretor da Kaijie Beverage Factory (à direita).O programa foi iniciado em 2019, sendo, contudo, adiado durante cerca de um ano e meio, devido à implementação da política de prevenção e controlo de epidemias, em 2020. Após cerca de nove meses de trabalhos preparatórios, foi aceite e emitida uma licença de fabrico por vários departamentos governamentais, em janeiro do ano passado. A produção foi iniciada em março desse mesmo ano.

A marca acaba de arrancar em Macau, sendo ainda necessário aumentar a sua notoriedade. O volume produzido no ano passado rondou os três milhões de unidades, tendo já aumentado para dois milhões, só no primeiro semestre deste ano

A fábrica está instalada num edifício de cinco andares, com uma área de 15 mil metros quadrados. Como a marca acaba de arrancar em Macau, é ainda necessário aumentar a sua notoriedade no mercado. O volume produzido no ano passado rondou os três milhões de unidades, tendo já garantido dois milhões, só no primeiro semestre deste ano. No futuro, a empresa espera cooperar com outras marcas para, em conjunto, promoverem os seus produtos. Dos seis sabores de chá certificados, como o Halal, três foram já galardoados, no ano passado, com o prémio “Qualidade de Produto de Macau – Esquema de Certificação (M-Mark)”, o que aumenta a confiança dos clientes.

A empresa revela, contudo, que o custo de produção dos produtos fabricados em Macau é relativamente elevado, e as vantagens no mercado local não são óbvias; até porque são sobretudo vendidos em Zhuhai, Cantão, Zhongshan, e na província de Fujian.

Em meados deste ano, a empresa participou numa exposição alimentar na Tailândia para promover produtos fabricados em Macau. Durante a exposição, algumas empresas do sudeste asiático colocaram questões e mostraram interesse, pelo que a empresa procura agora distribuidores e agentes locais, nesses países. Em Macau é necessário continuar a intensificar a promoção, desenvolver novos sabores, aumentar a notoriedade da marca, facilitar o acesso a cadeias de lojas conhecidas e expandir a venda a clientes empresariais, diz a empresa.

Artigo publicado no âmbito da parceria com o Macau Daily News

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