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Residentes reconhecem qualidade em Henqing

Residentes de Macau fazem uma avaliação positiva de Hengqin, segundo um inquérito conduzido pela Universidade de Macau. Vontade de residir na Zona de Cooperação ainda é baixa

O Centro de Estudos da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, da Universidade de Macau, divulgou recentemente o relatório do inquérito “Opiniões e Perceções dos Residentes de Macau sobre a Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin”. A equipa que conduziu o estudo conclui que os resultados desta sondagem mostram que o desenvolvimento de Hengqin merece avaliação positiva por parte dos residentes de Macau. Em geral, reconhecem a qualidade de vida na Zona.

As conclusões indicam que, no futuro, para promover o desenvolvimento integrado de Macau e Hengqin não será preciso apenas publicidade e promoção, mas também esforços na modernização das indústrias e do comércio, instalações de apoio, e serviços sociais… entre outros aspetos. O estudo foi realizado, simultaneamente, em Macau e Hengqin, entre 23 de abril e 31 de maio deste ano, mediante um inquérito online. Foram entrevistados 1.001 residentes de Macau, com 18 anos ou mais anos de idade, dos quais 698 foram entrevistados em Macau – e 303 em Hengqin.

A avaliação que os residentes de Macau fazem de Hengqin, em geral, é positiva. Utilizando uma escala de 1 a 7, todas as avaliações ficaram acima do nível médio, tendo os inquiridos em Macau atribuído uma média de 4,1; e os de Hengqin 5.0. Entre os vários aspetos avaliados pelos residentes de Macau, a qualidade de vida em Hengqin foi a que mereceu melhor classificação. Mas a “conveniência do tráfego transfronteiriço” obteve também pontuação alta.

Residentes de Macau já a viver em Hengqin mostram-se agora mais dispostos a lá permanecer. Tal como os inquiridos em Macau, as três principais razões para viver, ou trabalhar, em Hengqin, relacionam-se com “o elevado preço dos imóveis em Macau”; mais “oportunidades de trabalho”, e “custo de vida mais baixo”. Todas elas são de natureza económica, indicando ser esse o principal fator que determina a disposição dos inquiridos para permanecerem em Hengqin.

Cerca de 15 por cento dos entrevistados em Hengqin confessam não estar interessados em lá permanecer no futuro. Ou porque “preferem” e “estão habituados a viver em Macau”; ou pela “inconveniência da falta de infraestruturas de apoio em Hengqin”. A vontade dos entrevistados em Macau em mudarem-se para Hengqin, seja para residir, ou desenvolver a sua carreira, é moderadamente baixa: 3,6 pontos. Metade dos inquiridos em Macau não estão sequer dispostos a mudarem-se para Hengqin. Entre eles, mais de 40 por cento explicam que “trabalhavam em Macau” e “não conhecem Hengqin”.

Cerca de 50 por cento dos residentes de Macau que se mudaram para Hengqin alugam casa, mas quase 30 por cento já compraram imóveis. Os inquiridos em Macau viajam menos frequentemente para Hengqin; cerca de metade atravessa a fronteira apenas uma vez a cada poucos meses; e cerca de 30 por cento nunca sequer lá foram. Os entrevistados em Hengqin classificam a Zona como sendo mais conveniente que Macau, elogiando o envio e receção de entregas de correio; fator mais bem avaliado, com uma pontuação de 5,4.

Conclui o relatório que os residentes de Macau que vivem em Hengqin estão a atribuir melhores classificações à Zona, considerando-a mais conveniente do que Macau, em vários aspetos.

Artigo publicado no âmbito da parceria com o Macau Daily News

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