Os resultados operacionais do setor bancário até junho atingiram os 4.18 mil milhões de patacas, uma queda de 43,3 por cento em termos homólogos, apontam dados da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Os empréstimos não produtivos subiram para 4,6 por cento durante o período, com a proporção de empréstimos a não residentes a atingir 6,1 por cento.
Segundo académicos contactados pelo Macau Daily, o facto de os rendimentos das empresas e dos residentes não terem regressado a níveis pré-pandémicos, com taxas de juro persistentemente elevadas, resultou em custos de capital elevados e em encargos de reembolso elevados, prejudicando a rentabilidade dos bancos. Caso o Banco Central dos Estados Unidos reduza as taxas de juro em setembro, espera-se que a pressão sobre os bancos seja aliviada, mas vai levar tempo até que a qualidade dos ativos melhore.
Informações da AMCM mostram que, no final de junho deste ano, a margem de juro do setor bancário fixou-se em 7.93 mil milhões de dólares, uma diminuição de quase 20 por cento em comparação com 9.86 mil milhões de dólares no mesmo período do ano passado. Outros rendimentos bancários durante o período foram de 4.3 mil milhões de dólares, uma queda de 6,1 por cento face aos 4.6 mil milhões de dólares no mesmo período do ano passado. As despesas operacionais ascenderam a 8 mil milhões de dólares durante o período, representando um aumento de 14 por cento face aos 7 mil milhões de dólares registados no mesmo período do ano passado. As provisões bancárias subiram 86 por cento em termos homólogos, para 2.7 mil milhões de patacas, resultando numa quebra de 43,3 por cento dos resultados do setor do primeiro semestre, para 4.1 mil milhões de dólares.
Artigo publicado no âmbito da parceria com o Macau Daily News