Chefes de Defesa de EUA e China se reunirão após tensões em Taiwan

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, tem prevista uma reunião com seu par chinês, informou, nesta sexta-feira (24), o Pentágono, depois que Pequim realizou manobras militares em torno de Taiwan em sinal ao novo presidente da ilha de governo autônomo apoiada pelos Estados Unidos.

por Gonçalo Lopes

O Pentágono indicou que Austin se reunirá com o almirante chinês Dong Jun quando ambos participem, em Singapura, do Diálogo de Shangri-La, entre 31 de maio e 2 de junho, uma reunião anual de responsáveis de Defesa de todo o mundo.

Desde a quinta-feira, a China cercou Taiwan com navios de guerra e aviões de combate, em uma prova de sua capacidade para se apoderar da ilha, que reivindica como parte de seu território. Os exercícios acontecem após a posse do presidente Lai Ching-te, que prometeu proteger a democracia em Taiwan.

A reunião entre Austin e Dong é esperada desde o diálogo telefônico que ambos mantiveram em abril, as primeiras conversas de peso entre os responsáveis de defesa das duas potências em quase 18 meses.

O secretário de Estado americano Antony Blinken visitou Pequim e Xangai no mês passado, uma amostra de que os governos de Joe Biden e Xi Jinping intensificaram os contatos para diminuir os atritos.

Contudo, as discussões sobre defesa ficaram suspensas até que o presidente chinês aceitou retomar o diálogo militar em novembro, durante uma cúpula com Biden na Califórnia.

Na próxima semana, Austin também vai ao Camboja para manter conversas com os ministros da Defesa do bloco do Sudeste Asiático, Asean, e finalizará sua viagem na França, onde se juntará a Biden nas comemorações do 80º aniversário do desembarque da Normandia durante a Segunda Guerra Mundial.

Esta viagem foi anunciada apesar de Austin ter programado entregar, na última hora desta sexta, suas funções temporariamente à sua adjunta, Kathleen Hicks, devido a uma intervenção médica.

Austin “se submeterá a um procedimento programado, eletivo e minimamente invasivo de acompanhamento não cirúrgico relacionado com seu problema de bexiga previamente reportado”, disse o porta-voz do Pentágono, o general de divisão Pat Ryder.

A declaração acontece depois que Austin, general reformado de 70 anos, desapareceu da cena pública em dezembro, para se submeter a um tratamento contra o câncer, e novamente em janeiro, quando sofreu complicações.

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