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Inflação em Macau atinge em fevereiro valor mais elevado em quase quatro anos

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Macau subiu 1,46% em fevereiro, em termos anuais, o valor mais elevado desde maio de 2020, devido ao impacto do Ano Novo Lunar, foi hoje anunciado.

Num comunicado, a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) da região chinesa justificou a aceleração com “a normal elevação dos preços durante o Ano Novo Lunar”, que este ano calhou em fevereiro, mas que no ano passado tinha sido em janeiro.

Em janeiro o IPC tinha aumentado 1,01% em termos anuais.

Mais de 1,3 milhões de pessoas visitaram Macau na semana do Ano Novo Lunar, entre 10 e 17 de fevereiro, e a taxa média de ocupação hoteleira atingiu 95% naquele que é um dos picos turísticos na China.

A subida em termos anuais dos preços ao consumidor em fevereiro deveu-se, sobretudo, a um aumento de 3% no preço das refeições adquiridas fora de casa e de 27,3% no custo das excursões e hotéis no exterior.

Macau reabriu por completo as fronteiras em 08 de janeiro de 2023, após quase três anos de rigorosas restrições devido à política ‘zero covid’, que chegaram a incluir quarentenas até 28 dias no regresso ao território.

Pelo contrário, com o fim das restrições, a região registou uma diminuição de 16,6% no preço dos bilhetes de avião, uma descida de 1,8% no custo dos transportes, e uma queda de 13,4% no preço da carne de porco, a mais popular entre os consumidores chineses.

O IPC da China continental, de longe o maior parceiro comercial de Macau, subiu 0,7% em fevereiro, após quatro meses consecutivos de deflação, uma descida do índice em termos homólogos.

Dong Lijuan, um estatístico do Gabinete Nacional de Estatísticas chinês, atribuiu também a subida ao “efeito do Ano Novo Lunar”, sublinhando que os preços de bilhetes de avião, aluguer de transportes, viagens, bilhetes de cinema e entretenimento aumentaram entre 12,5% e 23%.

A deflação reflete debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos ativos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias.

Macau registou deflação durante 10 meses consecutivos, entre setembro de 2020 e junho de 2021, no pico da crise económica causada pela pandemia de covid-19.

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