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China anuncia medidas para aumentar emprego face a “contradições estruturais”

A ministro dos Recursos Humanos e da Segurança Social da China, Wang Xiaoping, anunciou uma série de medidas para "impulsionar o emprego" face às "contradições estruturais ainda por resolver".

Wang falava numa conferência de imprensa, no sábado, à margem da Assembleia Popular Nacional (APN), o mais alto órgão legislativo do país, cuja reunião anual decorreu em Pequim.

O Governo chinês vai lançar medidas de estímulo para “estabilizar o mercado de trabalho” e “melhorar o bem-estar da população”, tendo a responsável destacado a continuação das políticas preferenciais de segurança social e apoio financeiro e o alargamento dos canais de emprego através de apoios às micro, pequenas e médias empresas, de acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

A ministra admitiu que “alguns trabalhadores ainda enfrentam problemas de emprego” e “são necessários mais esforços” para estabilizar a situação, lembrando que “a pressão sobre o emprego ainda não diminuiu” no país asiático.

Na abertura da sessão anual da ANP, na passada terça-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou o objetivo do Governo de criar 12 milhões de novos postos de trabalho nas zonas urbanas.

Em junho passado, o último mês em que foram publicados os números do desemprego para o grupo etário dos 16 aos 24 anos, a taxa de desemprego no gigante asiático tinha 21,3 por cento, um recorde desde que os registos oficiais começaram em 2018.

No entanto, Wang disse que o mercado de trabalho “teve um bom começo este ano”, especialmente em setores como a inteligência artificial, acrescentando que foram realizadas 32 mil feiras de emprego até agora. A China deverá registar 11,79 milhões de novos licenciados este ano, acrescentou.

No início da sessão parlamentar, o primeiro-ministro fixou o objetivo oficial de 5,5 por cento para a taxa de desemprego urbano este ano, e afirmou que, depois de três anos da política restritiva “zero covid”, “muitas dificuldades (…) continuam por resolver” a nível económico.

Plataforma com Lusa

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