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Dois anos de uma Ucrânia a ferro e fogo

QUINZE MOMENTOS DA GUERRA

Início da guerra – 24 de fevereiro de 2022

Dias depois de Vladimir Putin reconhecer como russas as repúblicas de Donetsk e Lugansk, e de anunciar o envio de uma missão de “manutenção de paz” para as duas regiões separatistas no leste da Ucrânia, o presidente russo anunciou, na madrugada de 24 de fevereiro de 2022, uma “operação militar especial” para “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia. Pouco depois da comunicação do chefe do Kremlin, começou a invasão, com Kiev e várias as cidades ucranianas a serem abaladas pelas primeiras explosões.

Num discurso emocionado em que falou excecionalmente em russo, nessa noite, Zelensky disse que Moscovo tinha posicionado 200 mil soldados e milhares de veículos de combate na fronteira e dirigiu-se diretamente ao povo vizinho para apelar que impedisse uma guerra. “Se alguém tentar tirar a nossa terra, a nossa liberdade, as nossas vidas, as vidas das nossas crianças, vamo-nos defender”, reforçou o líder ucraniano, que ficou em Kiev quando a guerra explodiu e que daí em diante viria a tornar-se no símbolo maior da resistência azul e amarela. “Preciso de munições, não de uma boleia”, disse Zelensky, quando os EUA lhe ofereceram um plano de fuga do país.

Tomada da central nuclear de Zaporíjia

No início de março de 2022, as tropas russas bombardearam e tomaram de assalto a central nuclear ucraniana de Zaporíjia, a maior da Europa, causando um incêndio, que não afetou nenhum dos seis reatores e não provocou alterações nos níveis de radiação. Ainda assim, a ocupação militar russa e a ameaça de uma potencial catástrofe nuclear mantiveram-se durante meses. Em outubro do mesmo ano, a Rússia apropriou-se formalmente da central nuclear, com Putin a anunciar que Moscovo passaria a gerir as instalações, levando o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) a viajar de urgência para Kiev, para “discutir o estabelecimento de uma zona de proteção” à volta da central.

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