Início » Deputado só vê vantagens no novo modelo da Anim’Arte

Deputado só vê vantagens no novo modelo da Anim’Arte

A agência de turismo estatal China Travel Service vai gerir vários espaços de restauração e lojas na zona Anim’Arte Nam Van. Chan Chak Mo, deputado e líder associativo na área da restauração, defende que a concessão a uma só empresa vai garantir a sustentabilidade do espaço

Guilherme Rego e Carol Law

O Governo de Macau atribui à China Travel Service a gestão de vários espaços de restauração e lojas na zona Anim’Arte Nam Van, através de concurso público. A agência de turismo estatal vai pagar uma renda de 200 mil patacas por mês nos próximos cinco anos.

O valor do contrato é de 12 milhões de patacas, para um espaço de 3 mil metros quadrados com 12 lojas e restaurantes. De acordo com o jornal Cheng Pou, atualmente apenas dois restaurantes no espaço Anim’Arte estão a operar, tendo as restantes lojas encerrado as portas, algumas forçadas pelo fim dos contratos de arrendamento.

Segundo o jornal Hoje Macau, o restaurante Seek Your Choice indicou que foi obrigado a fechar as portas, uma vez que o contrato de arrendamento tinha terminado. Segundo uma publicação do restaurante no Facebook, em outubro do ano passado, e numa altura em que indicava “começar a ver o sol”, depois da pandemia, a empresa afirmou que ia tentar renovar contrato, o que acabou por não acontecer.

A gestão do espaço será melhor, e será feito um trabalho para que os espaços sejam subarrendados às
pessoas certas. Vai haver uma competição saudável e não devem vender os mesmos produtos
Chan Chak Mo, deputado na Assembleia Legislativa de Macau

O valor mínimo estabelecido para ser aceite em concurso público era de 180 mil patacas. O valor elevado afastou, inevitavelmente, a possibilidade das pequenas e médias empresas do território participarem no concurso. Apesar dessa impossibilidade, as autoridades salvaguardaram os interesses dos antigos arrendatários, ao conceder “uma pontuação adicional de 10 pontos se o concorrente se comprometer a explorar em parceira com os atuais arrendatários”.

Chan Chak Mo, presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, concorda com o novo modelo de concessão, dizendo que a eficácia do formato antigo “foi óbvio para todos”.

“No passado, quando cada loja foi concessionada individualmente, não houve melhorias significativas”, acrescentando que “há uma série de vantagens” no arrendamento a uma só empresa.

“Primeiro, a gestão do espaço será melhor, e será feito um trabalho para que os espaços sejam subarrendados às pessoas certas. Vai haver uma competição saudável e não devem vender os mesmos produtos”.

O líder associativo dá como exemplo o Festival da Gastronomia de Macau, o qual é gerido pela sua associação. “O Governo deu-me um festival gastronómico para organizar, e eu depois vejo o que é adequado para colocar. Os participantes pensam que com um bom serviço, gestão e decoração, e pensando numa direção geral, a energia e a sustentabilidade do festival serão definitivamente melhores. No caso de uma praça de comida, por exemplo, muitos alugam-na a um grande inquilino comercial. O contrato é muito claro: não pode ter produtos semelhantes, e tem de garantir o espaço e o fluxo de pessoas. Se houver uma equipa dedicada à supervisão disto, é definitivamente melhor do que fazê-lo sozinho.”

O deputado não se mostra preocupado com o facto de o concurso ter sido ganho por uma empresa estatal chinesa. “No caso da construção de pontes, as empresas são todas do Continente e têm filiais em Macau. Não me preocupa se os seus acionistas são do interior da China, Hong Kong ou dos EUA. Tem de empregar residentes locais. Não seria o caso se fosse uma empresa estrangeira que não tem atividade aqui e concorre ao concurso sem montar uma filial. Isso é contra as leis de Macau.”

Além da empresa estatal Agência de Viagens e de Turismo China (Macau), concorreram ainda a Companhia de Gestão de Catering Seek Your Choice Limitada, responsável pelo restaurante com o mesmo nome, que fez uma proposta de 180 mil patacas. Por sua vez, o Grupo CSI apresentou uma proposta de 180 mil e uma pataca. Registou-se ainda uma quarta proposta da Sparkling Will Limitada, que foi excluída, uma vez que a assinatura da concorrente não tinha sido reconhecida notarialmente, ao contrário do que as normas estipulavam.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website