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Invasão do STF teve preocupação de ministros com dados sigilosos brasileiros

Cem policiais judiciários agiram até chegada de reforço; 'sempre acho que pode acontecer de novo', diz secretário de segurança do tribunal

A destruição completa do plenário, salões nobre e branco e parte da presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) nos ataques de 8 de janeiro fez com que a polícia judiciária da corte tomasse uma decisão difícil.

Era preciso considerar que havia “perdido” o local e se concentrar no bloqueio à garagem de acesso ao prédio anexo, mais preocupante para os ministros. É que nesse edifício ficam a parte administrativa e os gabinetes.

Naquele dia, o celular de Marcelo Schettini, secretário de segurança do tribunal, recebia a todo momento mensagens dos magistrados preocupados com a preservação do local, que guarda documentos sigilosos e processos.

Na correria, os agentes retiraram as placas das portas dos gabinetes para que os golpistas não pudessem identificar a qual ministro cada sala pertencia, caso chegassem ao local.

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