O alerta foi deixado em uníssono, tanto pelo presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), como do presidente da Comissão de Coordenação da Região Algarvia (CCDRA) num seminário sobre água e sustentabilidade. O autarca considera que o Estado está a reagir tarde aos problemas da seca que se faz sentir no Algarve e é preciso equacionar outras soluções, além das que já estão pensadas.
“Aquilo que estamos a decidir hoje, já decidimos tarde e é preciso antecipar os próximos 20 anos”, adverte António Miguel Pina. “É preciso estudar a possibilidade de usar a água que cai no Norte, para que possa ser utilizada no Sul”, sugere. Na opinião do presidente da AMAL, o Algarve “hoje pode abdicar um pouco da sua agricultura”, mas não o pode continuar a fazer no futuro.
No mesmo encontro, o presidente da CCDRA lembrou que no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) estão previstos 200 milhões para fazer face à seca, com medidas que possibilitem a eficiência hídrica na região. Nomeadamente, a construção de uma dessalinizadora que, no máximo, terá uma capacidade para 24 hectómetros cúbicos e irá levar uma fatia desse montante. No entanto, na melhor das hipóteses, ela só estará concluída em 2026 resolverá apenas parte da escassez de água na região. Na opinião de José Apolinário é necessário ir mais além.
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