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Urbanista defende novo planeamento de rede de transportes na Zona A

O Chefe do Executivo de Macau, Ho Iat Seng, apontou recentemente numa Sessão de Perguntas e Respostas na Assembleia Legislativa que o pedido de aterro entre a Zona A e a parte norte da Península de Macau não foi aprovado pelo Conselho de Estado do país. De acordo com a urbanista Chan Chio I este aterro não seria apenas um parque para os residentes e uma grande área verde para a Zona A, mas também uma ligação importante para transporte entre a Zona A e o Distrito Norte, especialmente no que respeita à acessibilidade pedonal.

De acordo com um Despacho do Chefe do Executivo publicado a 23 de agosto e em vigor a partir do dia seguinte, fica proibida a importação para a Região Administrativa Especial de Macau de produtos alimentares frescos e vivos, produtos alimentares de origem animal, sal marinho e algas marinhas provenientes das prefeituras de Fukushima, Chiba, Tochigi, Ibaraki, Gunma, Miyagi, Niigata, Nagano e Saitama e da Metrópole de Tóquio, no Japão.

Um fornecedor especializado em produtos alimentares japoneses – que escolheu não revelar o seu nome – afirmou que esta decisão tem um grande impacto, principalmente a testagem de produtos alimentares japoneses antes de serem importados para Macau.

Esta medida afeta não apenas os produtos das 10 prefeituras designadas, mas também de outras prefeituras e cidades, sendo difícil prever a quantidade dos testes realizados.

Este fornecedor destacou que alguns produtos marinhos de alta qualidade têm um valor elevado e que o peso dos produtos testados ultrapassa os 2 kg, com os custos dos testes a ser suportados pelos fornecedores.

Além disso, a testagem dos produtos também dificulta as entregas nas quantidades prometidas pelos fornecedores. Nos últimos meses, os fornecedores aumentaram a comunicação com restaurantes e vendedores, informando-os com antecedência.

O fornecedor indicou ser difícil estimar as perdas por agora, pois isto dependerá do tipo, quantidade e frequência dos produtos a ser testados. Se as perdas forem muito altas e tiverem um impacto significativo nos custos, o fornecedor será obrigado a considerar um aumento de preços como “última opção”.

O mesmo representante do setor indicou que enquanto em Hong Kong as autoridades cobrem os custos dos produtos testados, em Macau, os fornecedores arcam com todas as despesas. Embora diga compreender que o Governo implementou estas medidas para proteger a saúde da população, realça que o atual ambiente económico ainda está em recuperação e que as margens de lucro da indústria são reduzidas.

O empresário espera ainda que o Governo considere ajudar a equilibrar as despesas dos fornecedores.

Restaurantes preocupados com fontes dos produtos

O mesmo fornecedor prevê que o incidente inevitavelmente afetará a confiança dos consumidores e que algumas pessoas estarão receosas de consumir produtos japoneses. O impacto exato terá ainda que ser examinado, mas por enquanto, descreve não haver uma redução na procura por produtos japoneses nos restaurantes de Macau. No entanto o empresário descreve que o setor está mais preocupado com a origem dos produtos. Como fornecedor, ele já evitou importar produtos das 10 prefeituras e mudou para outras regiões. No entanto, alguns produtos são principalmente produzidos nessas 10 prefeituras, e esforços estão a ser feitos para encontrar alternativas que possam corresponder à procura dos clientes.

O fornecer prevê que a queda na procura por produtos japoneses se vai tronar mais clara após as férias de Verão, em parte devido ao início da temporada baixa e em parte devido ao impacto deste decisão. Ao mesmo tempo, espera um impacto a longo prazo e pede para as autoridades terem atenção ao desenvolvimento da situação do mercado.

Artigo publicado no âmbito da parceria com o Macau Daily News

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