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Taiwan volta a detetar atividade militar chinesa: 45 aviões e nove navios militares nas imediações da ilha

Taipé anunciou hoje ter detetado 45 aviões e nove navios militares chineses nas imediações da ilha nas últimas 24 horas, após a China ter anunciado o arranque de exercícios militares em torno de Taiwan.

O Ministério da Defesa taiwanês disse que, entre os aviões detetados, estavam caças Su-30, J-10 e J-11, sendo que 27 das 45 aeronaves atravessaram, a sudoeste de Taiwan, a linha mediana que separa a ilha da China continental.

Num comunicado divulgado na rede social X (antigo Twitter), o ministério acrescentou que também foram detetados oito navios militares chineses, até às 06:00 de hoje.

As autoridades de Taiwan responderam com o destacamento de aviões e navios e com a ativação de sistemas de mísseis terrestres, indicou o comunicado.

No sábado, o exército da China tinha anunciado o arranque de exercícios militares marítimos e aéreos em torno de Taiwan, num “sério aviso” aos “grupos separatistas” da ilha e às “forças externas” que os apoiam.

O Comando do Teatro Oriental do exército chinês, cuja área de operações está voltada para Taiwan, divulgou online imagens dos exercícios, que mostravam soldados a correr, bem como barcos e aviões militares.

A televisão estatal chinesa CCTV referiu que barcos equipados com mísseis e caças estavam envolvidos na operação e que as unidades trabalharam em conjunto para simular um cerco a Taiwan.

O Ministério da Defesa de Taipé disse num comunicado que “condena veementemente este comportamento irracional e provocativo e enviará as forças adequadas em resposta (…) a fim de defender a liberdade, a democracia e a soberania de Taiwan”.

O ministério tinha detetado no sábado a presença de 42 aviões e oito navios militares chineses nas imediações da ilha, sendo que 26 das aeronaves atravessaram a linha mediana que separa Taiwan da China continental.

O ministro dos Negócios Estrangeiros taiwanês acusou a China de querer “influenciar as próximas eleições nacionais em Taiwan”. “Cabe aos nossos cidadãos decidir, não ao nosso vizinho tirânico”, afirmou Joseph Wu Jaushieh na rede social X.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China tinha prometido no domingo passado “medidas firmes” contra a passagem do vice-Presidente taiwanês William Lai Ching-te pelos Estados Unidos, que considerou ser um ataque às suas reivindicações de soberania sobre Taiwan.

William Lai, um defensor da independência de Taiwan, foi o escolhido pelo Partido Democrático Progressista, atualmente no poder, como candidato a suceder à Presidente Tsai Ing-wen nas eleições marcadas para 2024.

Lai fez duas paragens nos EUA, numa viagem com destino ao Paraguai – um dos poucos países a reconhecer oficialmente Taiwan –, onde participou na tomada de posse do novo Presidente, Santiago Peña, na terça-feira.

*Com Lusa

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