Horas após um ataque com mísseis ter matado 11 pessoas na cidade natal de Volodymyr Zelensky, Vladimir Putin alegou que as perdas do lado ucraniano “aproximam-se do catastrófico”, e reconheceu perdas do seu lado e a necessidade de as Forças Armadas do seu país terem mais equipamento, como mísseis de precisão e drones. Pouco depois Yevgeny Prigozhin, o chefe do grupo de mercenários Wagner, fez uma avaliação da ofensiva ucraniana que desmentiu as declarações do líder russo.
A guerra não se faz só no terreno. Prova de que a batalha da informação e da propaganda têm o seu peso, o porta-voz militar ucraniano Andriy Kovalyov destacou a libertação de “mais de 100 quilómetros quadrados” nas regiões leste e sul do país, enquanto Moscovo não perdeu a oportunidade para mostrar imagens de tanques Leopard e de veículos de combate Bradley capturados. “Estes são os nossos troféus”, disse em comunicado o Ministério da Defesa russo.
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O presidente russo, durante um encontro com jornalistas e bloguistas que escrevem sobre a operação militar especial, admitiu perdas nos recentes dias enquanto realçava o que considera ser uma ofensiva “do inimigo” desastrosa. “As suas perdas estão a aproximar-se de um nível que pode ser descrito como catastrófico. Temos 10 vezes menos perdas do que as das Forças Armadas da Ucrânia”, alegou.
O seu aliado e ao mesmo tempo adversário das chefias militares Prigozhin decidiu responder à letra. “Na ofensiva, eles [ucranianos] fazem as coisas de forma competente. Estão a cortar certas áreas na direção de Zaporíjia e ao mesmo tempo estão a cobrir o seu flanco esquerdo. Estão a avançar com prudência e com calma. Perderam um par de Leopard e de Bradley, são perdas de combate normais”, avaliou num vídeo.
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