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Salários aumentam e não devem ficar por aqui

Nelson Moura

Salários da indústria financeira têm aumentado de ano para ano. Alexandre Lobo, diretor do Departamento de Gestão de Negócios da USJ, diz que os aumentos não devem parar por aqui. O setor será um dos responsáveis pela diversificação económica e terá de competir a nível regional

A indústria financeira de Macau tem sido repetidamente apontada pela administração local como um dos eixos da diversificação económica.

De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC), no fim do primeiro trimestre de 2023 laboravam no setor das atividades financeiras 8.452 trabalhadores a tempo completo, sendo que a grande parte deste contingente concentra-se nos bancos (7.188 trabalhadores).

No mesmo período, registaram-se 805 trabalhadores no setor dos seguros, mas apenas 260 trabalhadores a tempo inteiro em intermediação fnanceira, cerca de 200 em atividades auxiliares de intermediação fnanceira, e 129 como empregados administrativos.

Dados da DSEC mostram também que em março deste ano a remuneração média (excluindo as remunerações irregulares) dos trabalhadores a tempo inteiro do setor financeiro aumentou 2,1 por cento em termos anuais, chegando às 30.510 patacas.

A remuneração média de trabalhadores bancários em Macau cifrou-se em 30.830 patacas até março, crescendo 1.1 por cento em termos anuais, com a remuneração média de trabalhadores noutras atividades de intermediação financeira a crescer 10,2 por cento, para 27.810 patacas, e remuneração média de trabalhadores das seguradoras a aumentar 2,3 por cento, para 31.500 patacas.

Ao PLATAFORMA, o diretor do Departamento de Gestão de Negócios da USJ, Alexandre Lobo, aponta que à medida que cresce a procura por profissionais mais especializados essenciais para desenvolver o setor financeiro da cidade -, espera-se que os salários continuem a aumentar.

“Existe muita procura no mercado financeiro por profissionais muito especializados, por exemplo na análise de dados financeiros, em que é preciso ter conhecimentos de computação. Há muita procura por profissionais especializados e os seus salários são bem mais altos”, avisa.

O investigador destaca que os salários médios do setor na cidade já são elevados quando se compara a outros países.

Mesmo assim, espera aumentos para os cargos superiores.

“Do ponto de vista do custo de vida, creio que há sempre um equilíbrio. Em Hong Kong talvez se ganhe um pouco mais e no interior da China certamente que se deve ganhar um pouco menos. Eu acho que o mercado se vai auto-regular”, atira.

Numa visita recente ao Luxemburgo, o Chefe do Executivo Ho Iat Seng lembrou apontou que o mercado de obrigações em Macau está na fase inicial mas assegurou que o Governo da RAEM irá impulsionar de forma activa o desenvolvimento de um mercado secundário de obrigações.

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