Sindicato e Metro trocam acusações, e estações seguem fechadas

por Gonçalo Lopes

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo acusa o governo do estado de descumprir o acordo para que as operações do metrô fossem retomadas. O acordo entre os grevistas e a companhia determinava que as operações seriam retomadas com as catracas abertas desde que 100% do efetivo estivesse nos postos de trabalho.

O Metrô afirma que nem todos os funcionários voltaram ao trabalho e que sem isso não é possível operar com segurança.

“A gente está esperando a volta de 100% da categoria. Assim que todos estiverem nos postos haverá a retomada com a catraca livre. Essa não é a condição atual”, informou a companhia.

O sindicato garante que todos os funcionários já retornaram aos postos há mais de uma hora.

“Já faz mais de uma hora que todos os funcionários estão nos postos aguardando a liberação para a retomada. O governador está proibindo a abertura das estações com a catraca livre”, disse Narciso Soares, vice-presidente da entidade.

O governo do estado ainda não se posicionou sobre a acusação do sindicato.

Ainda nesta quinta (23), o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) ordenou que parte do metrô volte a funcionar durante a paralisação. Nos horários de pico, que compreende entre 6h e 10h e 16h e 20h, 80% do serviço deve voltar a operar. Já nos demais horários, será 60%.

A decisão foi do desembargador Ricardo Apostólico Silva. Segundo o tribunal, se a ordem não for acatada, o sindicato dos metroviários será multado no valor de R$ 500 mil por dia.

Leia mais em Folha de S. Paulo

Pode também interessar

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!