Os turistas estrangeiros representaram 2,2 por cento do total em janeiro deste ano, revelou a Diretora dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes.
Segundo o jornal de língua chinesa Macao Daily, em fevereiro deste ano, a média diária de visitantes em Macau atingiu os 57.000 – a maioria do interior da China – com a diretora da DST a indicar que no início de março, a média diária foi superior a 50.000 visitantes.
A informação foi avançada por Helena num discurso de abertura de um seminário académico organizado pela Sands China e pelo Instituto de Formação Turística (IFT) sobre convenções e exposições.
A diretora revelou também que as Filipinas, Coreia do Sul, Indonésia, Japão e os Estados Unidos foram os cinco principais mercados de origem de turistas na RAEM no primeiro mês do ano.
Com a retoma gradual dos voos internacionais e viagens mais convenientes com Hong Kong, a diretora acredita que a percentagem de turistas internacionais vai aumentar em breve para 10 por cento.
A Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, planeada para junho deste ano, vai ter um foco na atração de expositores estrangeiros, com o 10.º Fórum da Economia de Turismo Global – 2023 a ter lugar em setembro, com a Itália como país parceiro.
No mesmo evento, o Administrador Executivo do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Sam Lei, indicou que mais eventos anuais empresariais e conferências académicas estão planeadas para este mês e o próximo, prevendo-se a presença de 14.000 pessoas.
Lei antecipou que a área de exposições em Macau deve atingir os 262 mil metros quadrados este ano, maior do que a de Hong Kong.
O representante do IPIM espera também que 700 eventos sejam realizados este ano, quase metade do número registado antes da pandemia, e que se acabe o ano com talvez 800 a 1.000 eventos realizados.
Lei acrescentou que três grandes eventos tiveram lugar em Macau no mês passado, incluindo um com mais de 4.000 participantes, com o gasto médio dos visitantes de convenções e exposições no ano passado a atingir as 5.000 patacas, um valor 1,5 vezes maior do que o visitante comum.
No entanto, a despesa per capita dos participantes em convenções e feiras internacionais como a MIF e a Feira de Produtos de Marca de Guangdong e Macau, foi superior a 10.000 patacas.
O presidente e diretor-executivo da Sands China, Wilfred Wong Ying-wai,destacou no mesmo evento que a concessionária possui atualmente 150 mil metros quadrados de espaço flexível para convenções e exposições e planeia desenvolver uma nova instalação de convenções e exposições com 18 mil metros quadrados nos próximos dez anos.