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Macau dos mais beneficiados com reabertura da China

Nelson Moura*

A AGÊNCIA DE RATING FITCH RATINGS INDICOU RECENTEMENTE QUE A RAEM ESTÁ ENTRE OS MAIS BENEFICIADOS NA REGIÃO DA ÁSIA-PACIFICO COM A REABERTURA DA CHINA. NO ENTANTO, LIMITAÇÕES NO NÚMERO DE TRABALHADORES DISPONÍVEIS E NO VOLUME DE CONSUMO PODERÁ LIMITAR ESSA RECUPERAÇÃO

Hong Kong, Macau, Tailândia e Malásia serão as economias da região da Ásia-Pacífico que mais beneficiarão este ano com o remover das políticas restritivas relacionadas à pandemia no interior da China, prevê o relatório da Fitch Ratings.

No entanto, a agência alerta que as limitações na capacidade de tráfego aéreo, recursos humanos disponíveis e menor predisposição para o consumo na China ainda podem afetar essa recuperação.

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De acordo com o relatório, analistas da Fitch Ratings já esperavam uma forte recuperação do turismo na Ásia-Pacífico em 2023, mas realçaram agora que a flexibilização das restrições de viagens relacionadas à Covid-19 na China ocorreu “mais rápido do que o previsto”, com as suas previsões agora a ser revistas em alta.

“A China era um dos maiores mercados fornecedores de turistas do mundo antes da pandemia, com gastos totais em turismo internacional de 254.6 mil milhões em 2019”, revela a análise feita pela agência, que refere ainda “esperar um renascimento do turismo chinês impulsione as perspectivas de crescimento em economias com setores de turismo substanciais”.

A RAEM registou um volume de chegadas de visitantes superior ao esperado durante o período do Ano Novo Chinês, com o número diário de visitantes a superar os 90.000, e elevadas taxas de ocupação hoteleira registadas.

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A Autoridade Monetária de Macau também indicou recentemente num relatório que a economia local deverá registar uma taxa de crescimento de dois dígitos em 2023, impulsionada pelo levantamento das restrições pandémicas.

Ainda assim, a agência de rating alerta que fatores como capacidade de tráfego aéreo e escassez de mão de obra ainda restringem o crescimento do setor de turismo na região.

“Continuamos a esperar uma recuperação lenta na capacidade de tráfego aéreo internacional da Ásia-Pacifico, pois levará tempo até as companhias aéreas retomarem as rotas – tanto dentro da China como na região – que foram suspensas durante a pandemia”, alerta o relatório.

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“As dificuldades em resolver a escassez de trabalhadores nos setores de viagens aéreas e turismo também vão ter impacto. Restrições de capacidade e altos custos globais de energia vão contribuir para preços de viagem altos, o que pode reduzir ainda mais a procura turística. Além disso, a confiança dos consumidores chineses nos primeiros estágios de reabertura da China pode ser frágil”.

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