Quer viajar da China para Portugal? Tem de mostrar teste negativo - Plataforma Media

Quer viajar da China para Portugal? Tem de mostrar teste negativo

O Ministério da Saúde de Portugal exige que todos os passageiros de voos provenientes da China apresentem um teste negativo à Covid-19 no momento do embarque para este país europeu. Inicialmente as autoridades de Portugal sujeitaram, de forma aleatória, os passageiros de voos provenientes da China a testes, mas desde domingo que os cidadãos “provenientes daquele país terão de apresentar, no momento do embarque, um teste negativo, PCR ou TRAg, realizado no máximo até 48 horas antes do início do voo”.

Segundo o comunicado do Ministério da Saúde (MS), inicialmente, os testes aleatórios foram usados para fazer a sequenciação genómica das variantes em circulação, “por forma a contribuir para o conhecimento científico e a adequada avaliação da situação epidemiológica, que guiará as opções no futuro imediato”.

Portugal junta-se assim a Áustria, Alemanha, Suécia e Bélgica, que já tinham anunciado que vão exigir testes aos viajantes oriundos da China.

Leia também: Covid-19: China suspende emissão de vistos de curto prazo para japoneses

A medida surge depois de a União Europeia ter recomendado “fortemente” que os Estados-membros exijam a todos os viajantes da China um teste negativo para a Covid-19, na sequência da onda sem precedentes de infeções pelo SARS-CoV-2 que se regista no país asiático desde que as autoridades abandonaram a chamada política “covid zero”. As autoridades aplicaram também mecanismos de monitorização de águas residuais no Aeroporto Internacional Humberto Delgado, em Lisboa, e nos aviões provenientes da China, com vista à identificação de vírus SARS-CoV-2, que provoca a Covid-19, e posterior sequenciação genómica.

Agora, e desde as 00:00 de domingo, os passageiros provenientes da China terão de apresentar, no momento do embarque, um teste negativo, PCR ou TRAg, realizado no máximo até 48 horas antes do início do voo, sendo as companhias aéreas responsáveis pelo cumprimento da medida.

O Ministério da Saúde diz também que os passageiros e tripulação de voos com origem e destino na China “devem usar máscara durante o voo e reforçar as medidas de higiene, designadamente lavagem e desinfeção das mãos”. “Portugal continuará a monitorizar o cumprimento destas medidas no contexto da União Europeia e tendo em conta a troca permanente de informação com os outros Estados-membros e com as organizações internacionais de saúde”, acrescenta ainda a nota.

Leia também: OMS descarta impacto ‘significativo’ na Europa de Covid-19 proveniente da China

O ministério recorda a avaliação de risco do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês), de 22 de dezembro de 2022, segundo a qual “não é de prever que o aumento do número de casos de Covid-19 na China tenha impacto na situação epidemiológica da União Europeia (UE), considerando a cobertura vacinal da população, o conhecimento e preparação dos sistemas de saúde”. Ainda assim, recorda que “neste período, em que há maior quantidade de vírus respiratórios em circulação, as autoridades de saúde recomendam a adoção de medidas de proteção individual.

Exemplifica com as medidas de etiqueta respiratória, lavagem frequente das mãos, ventilação de espaços e recomenda medidas adicionais em contextos de maior risco de exposição, como espaços com aglomerados de pessoas, sobretudo sem ventilação adequada, através do distanciamento e da eventual utilização de máscaras.

“Por fim, apela-se mais uma vez a todas as pessoas elegíveis para que façam a vacinação ou dose de reforço contra a Covid-19, medida mais importante de proteção individual e populacional perante esta e outras ameaças futuras relativamente ao vírus SARS-CoV-2”, conclui-se no comunicado.

Leia também: Quem viaja de Macau para Portugal está isento de exame à covid-19

As autoridades da UE recomendaram também que todos os passageiros dos voos de e para a China usem máscaras, que sejam realizados testes aleatórios aos passageiros à chegada aos Estados-membros e que seja feita a sequenciação de todos os resultados positivos.

No final de dezembro, recorde-se, a China anunciou a reabertura de fronteiras para o passado dia 8, o que fez com que vários países decidissem, nos últimos dias, exigir que os viajantes oriundos daquele país tenham teste negativo à Covid-19 para entrar nos seus territórios.

França, Espanha, Japão e Estados Unidos, entre outros países, já tinham decidido ao longo dos últimos dias exigir testes a viajantes da China, e Marrocos anunciou mesmo a proibição da entrada de viajantes vindos da China. Pequim, por sua vez, considerou estas medidas inaceitáveis.

“Acreditamos que as restrições de entrada adotadas por alguns países que visam a China carecem de base científica, e algumas práticas excessivas são ainda mais inaceitáveis. Opomo-nos firmemente às tentativas de manipulação das medidas Covid para fins políticos e tomaremos contramedidas com base no princípio da reciprocidade”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning.

*Com agências

Este artigo está disponível em: English

Related posts
ChinaEconomia

Centro de serviços da Huawei em Lisboa muda de instalações

ChinaPolítica

ONG diz que há esquadras chinesas em Portugal, mas nenhum caso de repatriamento identificado

Assine nossa Newsletter